"Sofrem todos. A população e os médicos", diz cirurgião de centro que paralisou atendimentos
Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais, da Uerj, tem 40 funcionários parados
Rio de Janeiro|Do R7
Sem salário há quatro meses, médicos do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais paralisaram os atendimentos e só atendem emergências. O hospital é referência no tratamento de lábios leporinos e pertence à Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Segundo os funcionários terceirizados — que devem receber seus salários da própria Universidade — eles não são pagos há dois meses.
Para Bruno Santos, cirurgião do centro, os atrasos causam problemas a paciente e médicos.
— Sofrem todos. A população e nós que queremos fazer o nosso trabalho e não tem como.
Segundo a Policlínica Piquet Carneiro, que administra o centro, “a unidade tem cerca de 40 funcionários com os salários atrasados há três meses. Dessa forma, o atendimento ambulatorial e a realização de cirurgias eletivas estão parcialmente suspensos, aguardando a efetiva regularização dos repasses financeiros por parte da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.”
Em nota, a Secretaria de Fazenda afirma que está “concentrando esforços para reunir os recursos que garantam a realização dos pagamentos o mais rapidamente possível.” Em nota, a Fazenda informa que os pagamentos ainda não foram realizados porque a prioridade do governo é o pagamento dos salários de todos os servidores ativos, inativos e pensionistas.
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