Traficante Fat Family é morto em operação da Polícia Civil em comunidade de São Gonçalo
Ele era procurado desde junho, quando foi resgatado por comparsas de dentro do Hospital
Rio de Janeiro|Do R7

O traficante Nicolas Labre de Jesus, mais conhecido como Fat Family, foi morto durante um confronto com policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais em uma operação na comunidade Salgueiro, em São Gonçalo, na manhã desta segunda-feira (26).
Fat Family estava sendo procurado desde que foi resgatado por comparsas na madrugada do dia 19 de junho no hospital Souza Aguiar. Dois comparsas do traficante também foram mortos na operação desta segunda. Com eles, foram apreendidos três fuzis.
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A operação foi desencadeada pelo serviço de inteligência da Polícia Civil, com 30 agentes e apoio do helicóptero blindado. O traficante foi surpreendido pelos policiais quando fazia uma reunião na mata, na localidade conhecida como Itaoca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Desde 19 de junho, quando havia sido resgatado o Disque Denúncia recebeu 238 denúncias sobre o traficante. Antes dessa data, só havia um registro sobre o bandido, que atuava na comunidade Santo Amaro, no Catete. Dessas 238, 55 denúncias falavam especificamente sobre a localização de Fat Family no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Relembre o caso
Cerca de 25 homens chegaram em quatro motos e cinco carros ao Hospital Souza Aguiar no dia 19 de junho para resgatar o traficante. Seis homens encapuzados entraram no hospital e os demais permaneceram no estacionamento. O bandido estava internado após ser baleado no rosto ao trocar tiros com a polícia no Morro Santo Amaro, no Catete, na zona sul.
No resgate, duas pessoas morreram. Um deles era o paciente Ronaldo Luiz Marriel de Souzam, que chegava ao Hospital para ser atendido. Ele estava acompanhado de um policial à paisana, que trocou tiros com os bandidos e chegou a ser baleado. Um técnico de enfermagem, atingido no abdômen, morreu dias depois.
PM sabia de plano de resgate de Fat Family dias antes e, após resgate, comandante de batalhão foi exonerado
Como só haviam quatro policiais fazendo a custódia do traficante, o resgate colocou em questão a segurança de presos internados sob custódia em hospitais, e fez com que a Secretaria de Segurança afastasse o comandante do 5º BPM (Praça da Harmonia), Wagner Guerci. Também foram exonerados também o subcomandante do batalhão e o chefe de operações do comando da região.
A Subsecretaria de Inteligência, da Seseg (Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro) e a inteligência da Polícia Militar tinham conhecimento do plano para resgatar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, conhecido como Fat Family, do Hospital Municipal Souza Aguiar.
Na época, a Secretaria de Segurança informou que os primeiros informes chegaram à Coordenadoria de Comunicações e Operações Policiais da Polícia Civil, aos setores de Inteligência da Seseg e das polícias três dias antes do resgate. A Seseg também informou que a comunicação foi imediatamente repassada ao setor operacional responsável, o 5º Batalhão de Polícia Militar da Praça da Harmonia, para as devidas providências.
Mais de 20 mil alunos do Rio de Janeiro ficaram sem aulas na sexta (24) por causa de operações policias. A principal elas foi um pente-fino que ocorreu no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, para capturar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus...
Mais de 20 mil alunos do Rio de Janeiro ficaram sem aulas na sexta (24) por causa de operações policias. A principal elas foi um pente-fino que ocorreu no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, para capturar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family. Ele foi resgatado na madrugada de domingo (19) do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava internado após ser baleado no rosto. Na ação, cerca de dez criminosos armados invadiram a unidade de saúde. A cúpula de segurança sabia do resgate havia três dias. Um paciente foi morto e outras duas pessoas ficaram feridas Desde então, a Polícia Militar fez operações diárias no Rio e região metropolitana. Cerca de 20 batalhões da PM se empenham em localizar Fat Family e oito pessoas já foram mortas durante tiroteios. Mais de 70 pessoas já foram presas. Após o resgate, criminosos da facção de Fat Family fizeram festa no presídio de Bangu com lanches e internet liberada. O tio de Fat Family, o Zaca, teria sido o mandante do resgate. Na quarta-feira (22), 15 criminosos foram transferidos de Bangu para presídios federais. Na operação desta sexta, a PM localizou no Complexo da Maré a casa em que Fat Family se escondeu logo após ser resgatado do Souza Aguiar. O governo do Rio irá construir um hospital de campanha no Complexo Penitenciário de Bangu após o episódio, para garantir a segurança de profissionais da saúde e pacientes.






















