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Traficantes estupram grávida de 14 anos e espancam homossexuais com pedaço de madeira na zona oeste

Sobrinha de Amarildo morava com as vítimas, mas não estava com o grupo

Rio de Janeiro|Do R7

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Adolescente grávida foi estuprada e rapazes gays foram espancados por traficantes no Itanhangá (zona oeste)
Adolescente grávida foi estuprada e rapazes gays foram espancados por traficantes no Itanhangá (zona oeste)

Uma menor de 14 anos, grávida, foi estuprada por traficantes do morro do Banco, no Itanhangá, zona oeste do Rio, na noite de segunda-feira (28). Dois rapazes homossexuais, um de 18 anos e um menor, amigos da vítima, foram torturados pelo bando. Segundo a polícia, os bandidos desconfiaram que as vítimas, que antes moravam na Rocinha, seriam informantes de traficantes da comunidade da zona sul. Por isso, decidiram torturar o grupo. As duas favelas são chefiadas por facções rivais.

De acordo com as vítimas, elas foram sequestradas pelos traficantes quando estavam em frente à casa onde dividiam com outra pessoa, sobrinha do pedreiro Amarildo de Sousa. Levados para uma localidade dentro do morro, os três foram agredidos com coronhadas de fuzis, socos e chutes por cerca de duas horas. A menor teria sido estuprada pelo chefe do tráfico.


Usuários de drogas eram obrigados pelos criminosos a agredir com pedaços de madeira os três jovens.

— Chegou até um viciado. Eles falaram assim: 'Aí, quer dar uma porrada neles, não?'. Aí deram a madeira para o viciado e ele também bateu na gente.


As vítimas contaram também que foram amarradas com fitas isolantes e levadas para dentro da mata, onde acharam que seriam assassinadas. Os três conseguiram fugir e pediram ajuda à sobrinha de Amarildo.

O caso foi registrado na Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP) e a jovem estuprada foi levada para um hospital da região, onde recebeu atendimento médico e o coquetel anti-HIV. Ela será encaminhada para um abrigo do conselho tutelar.


Na delegacia, os rapazes disseram que outro motivo para o espancamento pode ter sido a opção sexual deles.

— Eles falaram: 'Vocês não são gays? Então apanha, seus v...Toma'. (Eles) batiam muito. E toda vez falavam isso: 'Agora tem que virar homem! Não vai deixar de ser v..., não?'.

Assista ao vídeo:

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