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TRF-2 confirma condenação e aumenta pena de Sérgio Cabral

O total da pena do ex-governador do Rio de Janeiro soma 306 anos e 3 meses de prisão. Ele foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro

Rio de Janeiro|Raíza Chaves, do R7*

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Pena do ex-governador chega a 306 anos e três meses
Pena do ex-governador chega a 306 anos e três meses

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da Segunda Região) confirmou, nesta quarta-feira (7), uma nova condenação ao ex-governador Sérgio Cabral nas Operações Mascate e Eficiência 2. Ambas são desdobramentos da Lava Jato.

Na Operação Mascate, Cabral já havia sido condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro na compra de imóveis e serviços de consultorias inexistentes. A nova decisão aumentou a pena em mais dois anos e oito meses.

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A Operação Mascate investigou a compra de carros e imóveis para lavagem de mais de R$ 10 milhões desviados dos cofres públicos no esquema de corrupção chefiado por Sérgio Cabral.

Em relação à Operação Eficiência 2, o ex-governador recebeu mais 15 anos de reclusão, também por lavagem de dinheiro. A nova pena aumenta em mais oitos meses a condenação. Aqui foram analisadas dezenas de crimes de lavagem que alcançaram R$ 39,7 milhões entre agosto de 2014 e junho de 2015.

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A pena de Sérgio Cabral já soma 306 anos e três meses de prisão pelos crimes cometidos durante o período que exerceu o cargo de governador do Rio de Janeiro. Ele responde a 33 processos.

A pena também foi alterada para outros condenados. A ex-primeira dama Adriana Ancelmo, que cumpre pena em regime domiciliar, teve sua pena reduzida de oito para sete anos de reclusão.

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Carlos Miranda, apontado como operador financeiro de Sérgio Cabral, diminuiu em pouco mais de dois anos seu tempo de punição. Já Álvaro Novis e os irmãos Marcelo e Renato Chebar, doleiros, tiveram um aumento em suas penas.

Thiago Aragão, ex-sócio de Adriana Ancelmo no escritório de advocacia, teve sua pena aumentada em 3 meses e terá de cumprir 7 anos e 7 meses de reclusão.

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Outro condenado apontado como operador financeiro no esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador é Ary Ferreira da Costa Filho. O agente fazendário teve sua pena aumentada em cinco meses.

Por fim, Francisco de Assis Neto, que foi absolvido em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, confirmou sua pena nesta quarta (7).

*Sob supervisão de Odair Braz Jr.

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