Vereador Salvino Oliveira deixa a cadeia: ‘Não pensem aqueles que me agrediram que vai parar aqui’
Alvo de uma operação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho, o parlamentar teve liberdade concedida pela Justiça
Rio de Janeiro|Do R7

Alvo de uma operação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho, o vereador Salvino Oliveira teve liberdade concedida pela Justiça pela Justiça e deixou a cadeia de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (13).
Na saída, o parlamentar, preso sob suspeita de negociar com o traficante Doca para fazer campanha na área da Gardênia Azul, na zona sudoeste da capital, afirmou que o Poder Judiciário “corrigiu uma injustiça”.
“Eu disse que estava sendo vítima de uma briga política. E acredito que isso tenha ficado claro. Agora, não pensem aqueles que me agrediram que isso vai parar aqui. Eles também vão prestar contas à Justiça pelo que fizeram comigo. Mentiram, foram covardes, e vão responder pelos seus atos”, disse o vereador.
A decisão de soltar Salvino foi do desembargador Marcus Basilio. No entanto, o magistrado impôs medidas cautaleres ao político:
- Não deixar o estado do Rio, por mais de 15 dias, sem autorização;
- Proibição ter contato com outros investigados na mesma operação da qual foi alvo.
A assessoria do parlamentar ressaltou o entendimento da Justiça de falta de elementos para justificar a prisão do vereador no curso da investigação.
Ainda foi destacado que o inquérito policial apresentado também não conseguiu indicar o envolvimento do parlamentar na organização criminosa:
“A conversa entre terceiros em que seu nome foi envolvido ocorreu há mais de um ano, o que, a princípio, não havendo notícia de outras conversas posteriores, também afasta o requisito da contemporaneidade”, escreveu o desembargador Marcus Basílio na decisão.
Procurado, o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio) confirmou a decisão da 7ª Câmara Criminal de conceder habeas corpus ao vereador. Porém, não deu mais detalhes em razão de o processo estar em segredo de justiça.
O que disse a Polícia Civil
Em uma nota enviada à imprensa, a Polícia Civil se manifestou sobre a investigação e justificou o pedido de prisão temporária contra o vereador Salvino Oliveira.
Além de identificar conversas entre criminosos ligados ao Comando Vermelho que envolvem diretamente o investigado, a polícia informou que dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, ele recebeu “créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100 mil, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo”.
As investigações ainda indicaram uma vinculação direta de Salvino com “personagens relevantes de uma estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro”.
Para a polícia, o assessor do parlamenter aparece como uma uma “figura de destaque na estrutura criminosa investigada”.
A Polícia Civil ressaltou ainda que a prisão teve como um dos objetivos preservar a coleta de provas em razão do “receio de que o investigado, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes”.
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