Rio de Janeiro "Vivemos filme de terror", diz pai sobre morte de Kathlen Romeu

"Vivemos filme de terror", diz pai sobre morte de Kathlen Romeu

Mãe culpou política de segurança do Estado do RJ pela morte da filha; reconstituição do caso ocorre nesta quarta (14)

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

A mãe de Kathlen Romeu, Jaqueline de Oliveira, apontou a política de segurança do Estado do Rio de Janeiro como responsável pela morte da filha, durante a reconstituição do caso, que ocorre nesta quarta-feira (14). Kathlen foi atingida por um tiro de fuzil enquanto visitava a avó no Complexo do Lins, na zona norte, no dia 8 de junho.

Kathlen estava grávida de três meses

Kathlen estava grávida de três meses

Reprodução/Arquivo Pessoal

Segundo Jaqueline, a família da designer de interiores, que estava grávida de três meses, busca justiça pelo nome dela. “Se houvesse justiça para Kathlen, ela estaria aqui dando entrevista para vocês falando de outras coisas, coisas boas, e não de tragédia”, afirmou a mãe.

Ela afirmou ainda que a família vive há um mês para lutar pela jovem.  

"No dia 8 de junho, quando apertaram o gatilho, decidiram minha vida. Não tenho direito de recuar e ficar no canto e viver minha dor, porque senão a justiça não vai ser feita", declarou.

Para Jaqueline, os agentes da polícia que fizeram ronda na tarde em que Kathlen foi atingida assumiram a responsabilidade de gerar um conflito na área, já que, de acordo com ela, a rua estava dentro da normalidade, com pessoas circulando e comércio aberto.

A mãe da jovem reforçou que a filha “nunca procurou caminho de morte” e que, independentemente da origem do disparo, acredita que Kathlen foi vítima de um Estado “genocida e sanguinário”.

O pai de Kathlen ressaltou, ainda, a sensação de sentir a dor da perda da filha todos os dias ao ser forçado a lembrar da tragédia para pedir justiça.

"A cada dia fica mais difícil, a fase da negação está ficando de lado e está deixando a fase da realidade entrar em nossas vidas. Não é só o 36º dia que nossa filha partiu, é o 36º dia que a família morreu também, que está aos farrapos. A família não era perfeita, mas a gente brincava que era de margarina. Agora, vivemos um filme de terror eternamente",  disse Luciano Alves. 

A reconstuição da morte de Kathlen teve a participação de equipes da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), além da avó da jovem, que estava com ela no momento do disparo, e dos policiais militares envolvidos na ação.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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