Rio de Janeiro Witzel anuncia pasta provisória para extinção da secretaria de segurança

Witzel anuncia pasta provisória para extinção da secretaria de segurança

Estrutura deve funcionar até junho de 2019. Polícias militar e civil passarão a ter status de secretaria no novo governo do RJ

wilson witzel

Governador eleito vai acabar com a Secretaria de Segurança

Governador eleito vai acabar com a Secretaria de Segurança

Fernando Frazão/Agência Brasil

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou a criação de uma “pasta temporária” que ficará responsável pela transição do setor da segurança pública junto ao Gabinete de Intervenção Federal.

A estrutura provisória deve funcionar até junho do ano que vem quando, segundo o futuro governo, a intervenção "concluirá a consolidação das aquisições feitas com os recursos federais que estão sendo empenhados até 31 de dezembro de 2018".

A pasta, que ficará sob o comando do engenheiro Roberto Motta, cuidará da transição das funções e atribuições da atual Seseg (Secretaria de Segurança) para a futura estrututura de segurança pública do governo Witzel. 

O ex-juiz federal já havia confirmado a extinção da secretaria de segurança. De acordo com o governador, acabar com o órgão é necessário para atingir o tráfico de drogas e de armas no Rio de Janeiro. No futuro governo, as polícias militar e civil terão status de secretaria.

Para Witzel, a estrutura atual não funciona, porque segurança pública passa por questões relativas a direito penal, que não prevê essa estrutura. "Não se faz segurança pública sem processo penal, sem infiltração e sem levantar sigilos fiscal e telefônico", defendeu Witzel no Fórum de Governadores, em Brasília, na última quarta-feira (12).

Leia também: Wilson Witzel defende 'tiro na cabeça' de criminosos com fuzil

Durante o evento, o governador eleito classificou o modelo de segurança como ultrapassado e criticou uma suposta politização das secretarias de segurança que, para ele, prejudica o trabalho da polícia. 

Witzel também anunciou a criação, por decreto, de um conselho com participação de representantes do Judiciário, do Ministério Público e das polícias. O governador eleito disse ainda que é preciso fortalecer as polícias Civil e Militar, especialmente na área da investigação, para melhorar o sistema de segurança pública.

A decisão de extinguir o órgão estadual foi criticada pelo interventor federal, general Braga Netto, e o secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes.

Braga Netto demonstrou preocupação com o legado da intervenção federal. Já para Nunes, a separação das polícias em duas secretarias pode gerar dificuldade administrativa e de integração das inteligências da Polícia Civil e da Polícia Militar. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.