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Witzel presta depoimento na delegacia da PF no Galeão

Governador do Rio  foi ouvido por mais de uma hora em inquérito que apura a atividade policial no Estado, e não sobre corrupção na Saúde

Rio de Janeiro|Do R7

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Witzel prestou depoimento na Polícia Federal
Witzel prestou depoimento na Polícia Federal

O governador do Rio Wilson Witzel prestou depoimento na Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (9).

Witzel foi ouvido pelos investigadores por mais de uma hora no inquérito que apura a atividade policial no Estado, de acordo com informações oficiais do Palácio Guanabara.


Havia a expectativa de que o governador prestasse esclarecimentos na investigação que apura os indícios de corrupção nas verbas da Saúde para o combate da pandemia do novo coronavírus, o que foi negado pela assessoria de imprensa por volta de 18h15. 

Em nota oficial, Witzel declarou ter dito em depoimento que as polícias Militar e Civil atuam para preservar vidas, em oposição ao crime organizado, sem jamais incitar a prática de qualquer crime:


"Ao descrever a atuação policial, o governador reforçou, durante depoimento, que não incita a prática de crimes pelas polícias, assim como não interfere na atuação operacional das corporações. A interpretação jurídica do que constitui legítima defesa - se esta se configura ou não quando um policial está diante de um criminoso segurando um fuzil - não pode ser considerada crime".

Procurada, a PF disse, por meio da assessoria de imprensa, que não divulga informações sobre depoimentos. 


Dados do governo estadual 

A nota oficial do governo do Rio destacou que o número de homicídios em 2019 foi o menor registrado no Estado do Rio desde 1991, quando começou a série histórica do ISP (Instituto de Segurança Pública). 

Além disso, foi citado um levantamento da Secretaria de Polícia Civil que mostrou que das 1.413 comunidades em todo o Estado, 81% têm atuação de facções que exploram o tráfico de drogas e 19% são exploradas por milicianos. A análise reforçou, ainda, que existem atualmente cerca de 56.620 criminosos em liberdade, portando armas de fogo de grosso calibre e trabalhando para o tráfico de drogas ou grupos milicianos em todo o Rio de Janeiro.

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