Rio de Janeiro Witzel presta depoimento na delegacia da PF no Galeão

Witzel presta depoimento na delegacia da PF no Galeão

Governador do Rio  foi ouvido por mais de uma hora em inquérito que apura a atividade policial no Estado, e não sobre corrupção na Saúde

Witzel prestou depoimento na Polícia Federal

Witzel prestou depoimento na Polícia Federal

Carlos Magno/Governo do Estado do Rio de Janeiro - 26.05.2020

O governador do Rio Wilson Witzel prestou depoimento na Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (9).

Witzel foi ouvido pelos investigadores por mais de uma hora no inquérito que apura a atividade policial no Estado, de acordo com informações oficiais do Palácio Guanabara.

Havia a expectativa de que o governador prestasse esclarecimentos na investigação que apura os indícios de corrupção nas verbas da Saúde para o combate da pandemia do novo coronavírus, o que foi negado pela assessoria de imprensa por volta de 18h15. 

Em nota oficial, Witzel declarou ter dito em depoimento que as polícias Militar e Civil atuam para preservar vidas, em oposição ao crime organizado, sem jamais incitar a prática de qualquer crime:

"Ao descrever a atuação policial, o governador reforçou, durante depoimento, que não incita a prática de crimes pelas polícias, assim como não interfere na atuação operacional das corporações. A interpretação jurídica do que constitui legítima defesa - se esta se configura ou não quando um policial está diante de um criminoso segurando um fuzil - não pode ser considerada crime".

Procurada, a PF disse, por meio da assessoria de imprensa, que não divulga informações sobre depoimentos. 

Dados do governo estadual 

A nota oficial do governo do Rio destacou que o número de homicídios em 2019 foi o menor registrado no Estado do Rio desde 1991, quando começou a série histórica do ISP (Instituto de Segurança Pública). 

Além disso, foi citado um levantamento da Secretaria de Polícia Civil  que mostrou que das 1.413 comunidades em todo o Estado, 81% têm atuação de facções que exploram o tráfico de drogas e 19% são exploradas por milicianos. A análise reforçou, ainda, que existem atualmente cerca de 56.620 criminosos em liberdade, portando armas de fogo de grosso calibre e trabalhando para o tráfico de drogas ou grupos milicianos em todo o Rio de Janeiro.

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