Após pai e irmão serem mortos em Chuvisca, jovem relata ameaças do ex-companheiro e pede proteção
Polícia investiga duplo homicídio como vicaricídio; suspeito está preso preventivamente
Balanço Geral RS|Do R7
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Uma jovem de 22 anos, que teve o pai e o irmão assassinados em Chuvisca, na região Centro-Sul do Rio Grande do Sul, continua recebendo ameaças e solicitou medidas protetivas contra o ex-companheiro e familiares dele. O caso é investigado pela Polícia Civil como possível vicaricídio, quando uma pessoa é morta para provocar sofrimento a uma mulher em um contexto de violência doméstica e familiar.
A jovem conversou ao vivo com o repórter Jonatha Bittencourt, durante o Balanço Geral, da Record Guaíba, nesta quarta (14). O ex-companheiro dela, Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, está preso preventivamente, suspeito de matar o pai e o irmão dela.
O relacionamento durou aproximadamente seis anos. Segundo as informações apresentadas na reportagem, o suspeito não teria aceitado o fim da relação. Após os assassinatos, ele teria comunicado à jovem o que havia feito e ameaçado matá-la.
Pai e irmão foram mortos a tiros dentro de casa
O crime ocorreu na madrugada de 9 de outubro, em uma residência na localidade de São Brás, zona rural de Chuvisca. As vítimas foram identificadas como Arnildo Klumb, de 56 anos, e o filho dele, Davi Klumb, de 17. Os dois foram mortos a tiros.
De acordo com a Polícia Civil, o próprio suspeito ligou para o telefone de emergência 190 e afirmou ter matado o ex-sogro e o ex-cunhado. Uma equipe da Brigada Militar foi até o endereço indicado e confirmou as mortes.
Fábio foi localizado pouco depois e preso em flagrante. Durante a ocorrência, os policiais encontraram com ele objetos relacionados às vítimas, incluindo um telefone celular, além de uma munição intacta de calibre .38.
Na residência, foram apreendidos um projétil deflagrado e uma espingarda. O suspeito também relatou ter saído do local em um veículo pertencente a uma das vítimas, posteriormente abandonado na casa de um familiar. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva por decisão da Justiça, após solicitação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Mulher deixou residência e solicitou medidas protetivas
Após o crime, a jovem prestou depoimento na terça-feira (13), na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Camaquã. Segundo a defesa, representada pelo escritório da advogada Mikaela Schuch,a mulher e familiares continuaram recebendo ameaças e precisaram deixar a residência onde moravam.
Além do pedido de medidas protetivas contra o ex-companheiro e familiares dele, os advogados informaram que pretendem solicitar a inclusão da jovem e de familiares em um programa de proteção a testemunhas. A defesa também pediu que seja investigada a possibilidade de participação de outras pessoas no duplo homicídio, considerando os deslocamentos envolvidos na ocorrência. Até o momento, não há confirmação policial sobre a existência de outros suspeitos.
Polícia investiga possível vicaricídio
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Camaquã. Segundo a Polícia Civil, não havia, até o momento, histórico conhecido de conflitos entre as vítimas e o suspeito. A principal hipótese investigada é de que os assassinatos tenham sido cometidos para atingir emocionalmente a ex-companheira. A legislação brasileira prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para esse crime, que também integra o rol dos crimes hediondos.
A Polícia Civil ressalta que o enquadramento definitivo dependerá dos resultados das perícias e das demais diligências. A investigação continua em andamento. Acompanhe a entrevista de Jônatha Bittencourt com a jovem.















