Lomba: moradores cobram redução de velocidade na Estrada São Francisco
Moradores da Lomba do Pinheiro dizem que veículos passam dos 40 km/h, mas EPTC descarta lombada
Balanço Geral RS|Do R7
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Moradores da Estrada São Francisco, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, cobram medidas para reduzir a velocidade dos veículos em um trecho da via. Segundo a comunidade, carros, motos, ônibus e caminhões passam acima dos 40 km/h permitidos.
Reclamações desde 2024
De acordo com os moradores, as queixas se repetem - desde 2024 - e a comunidade relata acidentes já registrados no local. O proprietário de uma borracharia da região também conta que enfrenta dificuldades para permitir a entrada e a saída de veículos do estabelecimento com segurança, por causa da movimentação no trecho.
Abaixo-assinado e pedido de providências
Os moradores fizeram um abaixo-assinado com mais de 200 assinaturas, encaminhado à EPTC por meio de um vereador. Em agosto deste ano, este mesmo vereador protocolou um pedido de providências para a Estrada São Francisco. No documento, ele cita a preocupação com a segurança de crianças e pedestres e solicita medidas para reduzir a velocidade em pontos estratégicos da via.
O que diz a EPTC
Em resposta oficial, a EPTC informou que, tecnicamente, o trecho não atende aos critérios mínimos para a instalação de ondulação transversal, ou seja, de uma lombada - ou quebra-molas. O órgão cita os critérios previstos no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito e na regulamentação do Contran.
Em nota, a empresa afirma que já implementou medidas voltadas à redução da velocidade e à segurança viária na Estrada São Francisco. Entre elas estão dispositivos físicos de redução de velocidade, incluindo lombadas em alguns trechos, e a sinalização que regulamenta a velocidade máxima em 40 km/h. A via também passou recentemente por melhorias em toda a extensão, com recapeamento asfáltico, revitalização da sinalização horizontal e renovação da sinalização vertical.
Monitoramento e novo estudo
A EPTC diz que a área técnica mantém o monitoramento contínuo da via, acompanhando as condições de circulação e segurança, e que a fiscalização de trânsito ocorre regularmente na região. A partir desse acompanhamento, a empresa poderá realizar um novo estudo de velocidade, considerando os critérios técnicos aplicáveis e os indicadores de circulação e segurança do local, para avaliar a necessidade de medidas complementares. A nota não detalha prazo para essa nova avaliação nem quais intervenções poderiam ser adotadas.
Como registrar ocorrências
A EPTC reforça a importância da participação da comunidade no registro de situações relacionadas ao trânsito. Os moradores podem encaminhar demandas pela Central do Cidadão 156 ou pelo telefone 118. Segundo o órgão, essas informações ajudam a manter um banco de dados atualizado sobre ocorrências e sinistros, que subsidia estudos técnicos, avaliações operacionais e futuras melhorias na segurança viária.















