Mais três mulheres mortas: RS chega a 59 feminicídios no ano
Três mulheres foram mortas entre domingo e segunda; delegado diz que as deníncias não chegaram à polícia
Balanço Geral RS|Do R7
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O Rio Grande do Sul confirmou mais um feminicídio na manhã de segunda-feira (5) e chegou a 59 mulheres mortas em 2026. O caso ocorreu no bairro Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, e se soma a outros dois registrados no domingo, em Alegrete e em Barra do Guarita. Em participação ao vivo no Balanço Geral, a repórter Daiane Dalle Tese conversou com o delegado Juliano Ferreira, que falou sobre os casos e sobre a necessidade de vencer a cultura da violência contra a mulher.
Mulher de 24 anos é morta na Restinga
Segundo o delegado, a Polícia Civil foi comunicada do caso cerca de duas horas antes da entrevista. A vítima tinha 24 anos e foi morta com arma branca. O suspeito, de 29 anos, que tinha um relacionamento com ela, foi preso e apresentado na delegacia. O casal tem dois filhos, de 5 e 3 anos. A equipe da Delegacia da Mulher chegou ao local poucas horas depois e a investigação vai apontar a motivação do crime.
Em Alegrete, mulher é vítima de ex-companheiro
Em Alegrete, uma jovem de 20 anos, identificada como Ana Cristina Pinheiro Miranda do Canto, foi morta a tiros na manhã de domingo, no bairro Assunção. O ex-companheiro dela, Hélinton Moura Silva, de 23 anos, é soldado do 6º Regimento de Cavalaria Blindado de Alegrete. Ele pegou a arma no quartel onde servia e foi até a casa da vítima. A irmã dela também foi atingida e já foi socorrida. De acordo com o delegado, o autor vai responder também por tentativa de feminicídio, porque o crime teve motivação de gênero, tendo como alvo a companheira dele.
Venezuelana é morta pelo marido em Barra do Guarita
Em Barra do Guarita, a vítima tinha 36 anos. O casal é de nacionalidade venezuelana. O homem matou a mulher e depois tentou se ferir. Ele foi preso pela Polícia.
"O Estado errou"
Os autores dos três crimes estão presos. Segundo o delegado, nos casos do fim de semana as vítimas não tinham medida protetiva nem ocorrências policiais registradas. Para ele, isso mostra que o Estado errou, porque as violências que essas mulheres já sofriam não chegaram às autoridades. Ele afirma que o feminicídio é o ponto final de uma violência que já vinha acontecendo e pede que familiares, vizinhos e amigos, que saibam da situação, informem a polícia, para que seja possível agir de forma preventiva.
As três vítimas eram jovens, assim como os autores. Para o delegado, o problema tem raiz cultural, na ideia de que "essa mulher é minha, se não for minha não vai ser de mais ninguém". Ele diz que a Polícia Civil e as forças de segurança atuam em todas as frentes para reduzir os números, mas que a cultura precisa mudar.















