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Porto Alegre: Biomédica e clínica de estética são investigadas por lesão corporal

Paciente relata paralisia em um lado do rosto após EndoLaser; clínica diz que houve termo de consentimento

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nova denúncia contra a biomédica Carolina Machado Ramos envolve paralisia facial após tratamento estético.

  • Paciente relata dores intensas durante anestesia e recomendações inadequadas de tratamento na clínica.

  • Clínica defende que todos os procedimentos foram realizados por profissional habilitada e que a paciente assinou termo de consentimento.

  • Polícia civil investiga o caso, enquanto o Conselho Regional de Biomedicina ressalta a importância de verificar a legalidade dos procedimentos.

 

Uma médica e uma clínica de estética no Centro de Porto Alegre são investigadas pela Polícia Civil. A denúncia é de lesão corporal. Em um dos casos, a paciente precisou passar por outras cirurgias depois do procedimento estético. Agora, uma nova paciente procurou a reportagem para dar mais um relato. 

Rosto paralisado após o procedimento 

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Segundo a mulher, que preferiu não se identificar, ela foi fazer um procedimento chamado EndoLaser e teve um lado do rosto paralisado. Ela conta que sentiu muita dor durante a anestesia e que, na hora da aplicação, levou uma espécie de choque. Mesmo assim, o procedimento teve continuidade. 

A paciente afirma que o atendimento não passou segurança e ela só percebeu o problema em casa, quando o quadro foi piorando. Chegou a achar que era efeito da anestesia, mas começou a sentir paralisia e muita dor. 

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"O procedimento não passou muita segurança, porque ela não passou o procedimento que iria ser utilizado, o soro que iria ser utilizado, depois da anestesia. E a gente não assinou nenhum termo de procedimento", relatou. 

Orientação para voltar à clínica 

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Depois do procedimento, a paciente retornou ao consultório. Ela foi orientada a fazer novos procedimentos e a voltar à clínica três vezes por semana. Segundo ela, também foi oferecido um pacote de alguns meses. 

A mulher diz que não recebeu assistência e que passou a tomar decisões por conta própria. Procurou outra médica, que lhe disse que o correto seria tratar a região com fisioterapia, opção que, segundo ela, não lhe foi apresentada na clínica. 

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O que diz a clínica 

O caso já está sendo investigado pela Polícia Civil. Em nota, a clínica onde os procedimentos foram feitos afirmou que tudo foi realizado por uma profissional habilitada, que a paciente assinou termo de consentimento e que foi informada de que poderia haver uma alteração facial temporária. O Conselho Regional de Biomedicina também se manifestou. 

Alerta para quem pretende fazer procedimentos 

A paciente afirma que os danos emocionais foram muito maiores do que os físicos. Ela recomenda que as pessoas pesquisem bem antes de fazer qualquer procedimento. 

"As pessoas precisam pesquisar bem antes de fazer qualquer procedimento, para saber se confiam realmente naquele profissional, para ele te dar toda a segurança que tu precisas", disse. 

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