Pró-Hospitais, privatizações e protocolos de enchente dominam terceiro bloco
O terceiro bloco do debate ao governo do Rio Grande do Sul, na Record Guaíba, repetiu o formato de confronto direto, desta vez com tema livre, com tempo controlado por banco individual de cada candidato.
Balanço Geral RS|Do R7
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Gabriel Souza (MDB) abriu o bloco questionando Juliana Brizola (PDT) sobre o que ela chama de "pedágio" cobrado sobre os recursos do Pró-Hospitais, projeto do qual se diz autora. Brizola afirmou que a Secretaria da Saúde do Estado impôs esse percentual, tornando o programa pouco atrativo para investimento privado. Gabriel rebateu lendo trechos do Decreto nº 58.456/2025 e do Convênio ICMS 205 do Confaz, sustentando que a regra tem origem em lei federal complementar de 1975 e que caberia a Brasília alterá-la. Foi nesse momento em que houve um embate entre os dois, com Gabriel insistindo nos documentos e Juliana dizendo que é mentira, que os documentos não regulam o Pró-Hospitais. Os dois também divergiram sobre o valor anual do programa: enquanto Brizola citou cifras entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, Gabriel afirmou que a Lei Estadual limitou o Pró-Hospitais a R$ 60 milhões neste ano.
Na sequência, Marcelo Maranata (PSDB) questionou Luciano Zucco (PL) sobre as privatizações no Estado, citando os cerca de 2 milhões de gaúchos que ficaram sem energia por falhas da CEEE Equatorial e problemas no abastecimento de água após a privatização da Corsan. Zucco defendeu uma "nova agenda de concessões" com resultados mais efetivos, citando o modelo do Paraná, mas reconheceu que concessões como a do Zoológico, da Rodoviária e do Cais Mauá não avançaram. Maranata declarou-se contrário ao modelo atual de privatizações e pedágios, defendendo negociação direta com o governo federal para viabilizar obras de infraestrutura sem repassar custos à população.
No terceiro confronto, Luciano Zucco (PL) cobrou de Marcelo Maranata (PSDB) um posicionamento sobre a falta de planejamento integrado entre municípios da Região Metropolitana diante de eventos climáticos, citando as mortes de 2024 e o baixo orçamento histórico da Defesa Civil. Maranata respondeu defendendo um plano de desenvolvimento econômico baseado em biocombustíveis, energias renováveis e um fundo constitucional para gerar receita ao Estado.
Por fim, Juliana questionou Gabriel sobre a existência de protocolos claros de orientação à população em casos de temporais, citando a remoção abrupta de famílias no Vale do Taquari, mostrando que a população não conhece os protocolos. Gabriel afirmou que o Estado atua em parceria com os municípios, na formação de planos de contingência e citou o caso da Escola General Souza Doca, em Muçum, premiada nacionalmente por seu plano de contingência. Juliana rebateu, dizendo que as pessoas estão dependendo dos municípios, porque o governo do Estado não conseguiu construir um protocolo efetivo.
















