Record Guaíba promove debate com os quatro principais candidatos ao governo do RS
A Record Guaíba promoveu, nesta segunda-feira (21), o debate entre os quatro principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, com mediação de Léo Saballa Júnior.
Balanço Geral RS|Do R7
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O primeiro bloco foi no formato de confronto direto com tema livre, cada candidato escolheu um adversário para debater, em ordem definida por sorteio.
Juliana Brizola (PDT) escolheu debater com Luciano Zucco (PL) e defendeu maior articulação política para recuperar as cadeias produtivas do tabaco, madeira, arroz, couro e celulose, afetadas pela queda nas exportações. "As gaúchas e os gaúchos sofrem, e sofrem muito", afirmou, propondo um plano de recuperação fiscal do estado "com início, meio e fim", que inclui a adesão ao Propag e a criação de um Fundo Constitucional do Sul. Zucco, por sua vez, apontou que o RS é hoje o Estado que menos cresce, no Brasil, há mais de 20 anos e defendeu a renegociação da dívida estadual, o reajuste do Fundo de Participação dos Estados e a criação do mesmo Fundo Constitucional do Sul já existente em outras regiões do país.
Marcelo Maranata (PSDB) debateu com Brizola (PDT) e destacou o crescimento econômico de Guaíba durante sua gestão como prefeito, mesmo após as enchentes de 2024, defendendo um governo que dialogue com diferentes lados sem viés ideológico. Brizola rebateu citando a falta de infraestrutura e de qualidade educacional como entraves ao desenvolvimento do Estado, e criticou o que chamou de "grenalização" da política gaúcha, que impediria acordos por motivos partidários.
No confronto entre Luciano Zucco (PL) e Gabriel Souza (MDB), a saúde pública foi o tema central. Zucco citou casos de gaúchos aguardando anos por exames e cirurgias pelo SUS e questionou por que, após oito anos de gestão, o problema das filas não foi resolvido. Gabriel rebateu, afirmando que 110 mil gaúchos já saíram da fila do SUS com o programa SUS Gaúcho, que dívidas históricas dos hospitais foram quitadas e que estruturas como oncologia, hemodiálise e UTI neonatal foram ampliadas no interior, prometendo zerar as filas de saúde no primeiro ano de um eventual governo.
Já o confronto entre Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) girou em torno das obras de reconstrução após as enchentes. Maranata cobrou a execução de projetos já prontos e criticou a demora na entrega de obras como a de Eldorado do Sul, prevista para 2031. Gabriel respondeu que os projetos antigos, de décadas atrás, precisaram ser atualizados para suportar diques de até 8 metros de altura ao longo de 150 km, e que decisões do Tribunal de Contas obrigaram o governo a adotar modalidades de licitação mais longas para garantir segurança na execução das obras.
















