Logo R7.com
RecordPlus
‌

RS chega ao 60º feminicídio em 2026 e IGP cria núcleo especializado

Núcleo vai padronizar a perícia em casos de feminicídio, que chegam a 60 no RS em 2026

Balanço Geral RS|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Rio Grande do Sul registrou 60 feminicídios em 2023, um aumento em relação ao ano anterior.

  • O Instituto Geral de Perícias (IGP) criou um núcleo especializado para investigar esses crimes, buscando padronizar as análises.

  • O núcleo pretende identificar sinais de violência prévia à morte, como lesões antigas e violência psicológica.

  • A iniciativa visa aumentar a conscientização sobre a denúncia de sinais de violência e a colaboração da população na prevenção de futuros ataques.

 

O Rio Grande do Sul chegou à preocupante marca de 60 feminicídios neste ano, e quatro desses casos aconteceram em outubro. Em média, o Estado registrou um feminicídio a cada 4,65 dias - aproximadamente um feminicídio a cada 4 dias e 16 horas. A média mensal é de 6,5 feminicídios por mês até agora. Diante desse cenário, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) criou um núcleo especializado em feminicídio. A ideia é padronizar a investigação pericial e conseguir enxergar, além do crime, os sinais da violência que podem ter antecedido a morte. A reportagem é de Eduardo Pinzon.

A cena do crime conta uma história

‌

Quando uma mulher é encontrada morta, a cena do crime pode revelar muito mais do que apenas como ela morreu. Segundo a perita criminal Juliane Chassot, o feminicídio é um crime complexo e deixa vestígios que não aparecem em outros locais de morte, como sinais de violência psicológica e simbólica. Entre eles estão fotos rasgadas, escritos na parede e lesões antigas no corpo da vítima, elementos que mostram que a mulher já sofria violência antes. Para a perita, a polícia passa a olhar esses locais com perspectiva de gênero, e isso leva ao processo informações que podem contribuir para o aumento da pena.

Protocolos específicos

‌

O núcleo vai reunir profissionais de diferentes áreas da perícia, atentos aos casos de feminicídio. A proposta é criar protocolos específicos para esse tipo de crime e padronizar a forma como os vestígios são buscados, registrados, coletados e analisados. Juliane destaca que a prova pericial não tem viés, ao contrário da prova testemunhal, em que a pessoa pode não ter visto direito ou estar nervosa. Segundo ela, a prova do IGP é científica e cabal.

Pena de 20 a 40 anos

‌

O feminicídio tem pena de 20 a 40 anos de reclusão, uma das maiores previstas para um crime no Código Penal brasileiro. Diante dessa gravidade, a perícia tem papel fundamental. Os vestígios encontrados na cena e os exames feitos pelos peritos ajudam a reconstruir a dinâmica da morte, esclarecer as circunstâncias do crime e fornecer elementos técnicos para a investigação e para o processo judicial.

O caso mais recente

‌

Susiele dos Santos Brito, de 32 anos de idade foi a vítima de feminicídio de número sessenta, aqui no Rio Grande do Sul. A Brigada Militar atendeu a ocorrência no bairro Diamantino, em Caxias do Sul. O corpo foi localizado já sem vida, em uma área de mata da região. Imagens de câmeras de segurança permitiram a identificação dos suspeitos do veículo onde dois homens e a vítima estavam

Em relação ao ano passado, são três feminicídios a mais, no mesmo período do ano.

Resposta mais rápida

Para a perita criminal Luciana Farias Pereira, a integração busca dar uma resposta mais rápida e eficaz, porque os índices de feminicídio só aumentam. Ela afirma que o IGP vai fazer tudo o que for possível para que essa resposta seja dada com eficácia e rigor.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.