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Seis anos após jovem morrer esmagado por máquina, família faz ato e pede que caso vá a júri popular

Dérrick Leardi tinha 21 anos quando morreu em acidente de trabalho; família tenta reverter decisão que afastou dolo

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A família Leardi realizou um ato em Porto Alegre pedindo justiça pela morte de Dérick Leardi, ocorrida há seis anos.
  • O jovem morreu após ser esmagado por uma máquina com falhas de segurança na empresa onde trabalhava.
  • A família busca reverter a decisão judicial que desclassificou o caso para homicídio culposo, argumentando que a empresa assumiu o risco do acidente.
  • A empresa D'Agostini se pronunciou lamentando a tragédia e afirmou ter colaborado com as investigações.

 

Seis anos após a morte de Dérrick Leardi, aos 21 anos, a família segue cobrando Justiça e tenta reverter uma decisão que afastou o dolo no caso. O jovem morreu em 7 de outubro de 2020, após ser esmagado por uma máquina na empresa D'Agostini, na Zona Norte de Porto Alegre, onde trabalhava.

Para marcar os seis anos da morte, familiares realizaram um ato nesta quarta-feira (7), em frente ao Ministério Público, na Rua Aureliano de Figueiredo Pinto, em Porto Alegre. A mãe do jovem, Camila Moura, relembrou o caso e cobrou o andamento do processo.

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Família quer caso no Tribunal do Júri

Segundo a família, uma decisão judicial desclassificou o dolo no caso. A medida foi contestada e houve recurso, em agosto.

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Os familiares defendem que a empresa assumiu o risco de provocar uma morte ao permitir a utilização de uma máquina que, conforme a perícia, apresentava problemas. Com isso, querem reverter a decisão e levar os envolvidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O acidente

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Dérrick morreu em um acidente de trabalho dentro da empresa. Uma perícia do Ministério do Trabalho apontou falhas na máquina e indicou que o sistema de segurança do equipamento havia sido burlado.

Em 2021, o Ministério Público denunciou o proprietário da empresa, Felipe D'Agostini, e o funcionário que teria acionado a máquina, Jonathan, por homicídio qualificado. Um relatório produzido pela empresa havia atribuído o acidente à imprudência da própria vítima. Já o laudo pericial e as investigações do Ministério do Trabalho apontaram responsabilidade patronal.

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Segundo o atestado de óbito, Dérrick morreu em decorrência de graves lesões provocadas por traumatismo cranioencefálico.

Áudios relatariam problemas

A família afirma ainda possuir áudios gravados pelo próprio Dérrick antes da morte. Nas gravações, segundo os familiares, o jovem relataria condições precárias de trabalho e falta de manutenção das máquinas.

O processo tramita em segredo de Justiça. A família afirma que, ao longo dos últimos seis anos, precisou cobrar publicamente o andamento do caso. Agora, o principal pedido é para que seja revista a decisão que afastou o dolo e que o processo possa ser submetido ao Tribunal do Júri.

Em nota, a D'Agostini Indústria de Concreto lamentou o acidente ocorrido nas dependências da empresa e afirmou que sempre prestou auxílio aos familiares. A empresa também disse ter colaborado com a investigação realizada à época.

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