Vereador de Porto Alegre é preso em operação do Ministério Público por desvio de emendas parlamentares
O vereador de Porto Alegre, Giovane Byl (Podemos), foi preso preventivamente na manhã de sexta-feira (18), em uma operação do Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público
Balanço Geral RS|Do R7
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As investigações apuram o desvio de mais de dois milhões de reais em emendas parlamentares que deveriam ser destinadas à área da saúde.
Buscas na Câmara e em Imbé
As equipes do MP cumpriram mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e em Imbé, no litoral norte do Estado. Além do vereador, foram presos, preventivamente, Evaristo Mute, assessor parlamentar do partido, um advogado e um ex-dirigente da Inovatech, entidade que presta serviços na área da saúde.
Segundo o Ministério Público, os recursos públicos oriundos de emendas parlamentares eram repassados à entidade, mas as investigações apontam que o dinheiro era movimentado livremente e chegou a ser distribuído entre os investigados, empresas e outros envolvidos no esquema.
Recursos que deveriam ir a projetos de saúde
Por se tratar de uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, a Inovatech poderia ter aplicado o dinheiro nos projetos financiados pelo poder público. Em vez disso, as apurações indicam desvio dos valores. A promotora de Justiça, Roberta Brenner de Moraes, destacou a relevância da operação para o combate a esse tipo de fraude.
O que dizem os envolvidos
Em nota, a presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre informou que foi surpreendida pela operação e que seguirá colaborando com a investigação, disponibilizando informações e documentos sempre que formalmente solicitados.
O Podemos também se manifestou por nota, afirmando que vai colaborar para qualquer esclarecimento necessário e que, diante de novos fatos apresentados oficialmente pelas autoridades, o partido adotará as medidas cabíveis.
Já a assessoria do vereador Giovane Byl manifestou indignação e classificou a prisão como injusta. A nota afirma que o parlamentar, que também concorre a deputado estadual, é inocente, e que serão apresentados os documentos e esclarecimentos necessários para demonstrar a inexistência de qualquer responsabilidade do vereador nas irregularidades apontadas.
















