Cliente encontra rato morto dentro de bolo e dona de fábrica de alimentos é presa em Porto Alegre
Polícia encontrou fezes e urina de roedores, produtos vencidos e falta de higiene; estabelecimento foi interditado
Cidade Alerta RS|Do R7
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Um consumidor denunciou ter encontrado um rato morto dentro de um bolo comprado em Porto Alegre. O caso levou a Polícia Civil a fiscalizar um estabelecimento de produção de alimentos na capital gaúcha. Durante a inspeção, os agentes encontraram fezes e urina de roedores, produtos com prazo de validade vencido e condições inadequadas de higiene. A proprietária foi presa em flagrante e o local acabou interditado.
A ocorrência foi apresentada pela repórter Marceli Dutra, durante o Cidade Alerta, na Record Guaíba.
Segundo a Polícia Civil, o consumidor já havia comido parte do bolo quando percebeu a presença do roedor na massa. A denúncia motivou a ação das autoridades sanitárias e policiais.
Fiscalização encontra sujeira e produtos vencidos
A fiscalização foi realizada nesta quarta-feira (15), com inspeções na Zona Sul e na região central de Porto Alegre. Durante a operação, os agentes identificaram vestígios da presença de roedores nas dependências do estabelecimento, incluindo fezes e urina. Também foram encontrados alimentos fora do prazo de validade e irregularidades nas condições de higiene.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor, em conjunto com a Vigilância Sanitária e a 13ª Delegacia de Polícia.
Diante das irregularidades constatadas, a proprietária do estabelecimento foi presa em flagrante e o local foi interditado. Na quinta-feira (15), ela foi liberada para responder em liberdade por crime contra as relações de consumo.
Operação combate alimentos produzidos em condições irregulares
A fiscalização integra a Operação Cesta Básica, realizada periodicamente para combater a produção e a comercialização de alimentos em desacordo com as normas sanitárias. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é proteger a saúde da população e garantir os direitos dos consumidores.
A presença de roedores em ambientes de manipulação e fabricação de alimentos representa um risco à saúde pública, especialmente pela possibilidade de contaminação dos produtos. Consumidores receberam tratamento preventivo.
Duas pessoas que consumiram o bolo procuraram atendimento médico por causa do risco de contaminação. Após avaliação de um infectologista, ambas iniciaram o uso de medicamentos para prevenir a leptospirose, doença bacteriana que pode ser transmitida pela urina de ratos infectados. Os consumidores seguem em acompanhamento, já que os sintomas da doença podem levar até 30 dias para aparecer.
Empresa se manifesta sobre o caso
A rede à qual pertence a unidade da Cavalhada afirmou que a situação é inadmissível e manifestou preocupação com a segurança dos clientes. A franqueadora informou que está acompanhando as investigações e realizando uma apuração própria para determinar as providências necessárias, inclusive na esfera contratual. A empresa ressaltou que as lojas são administradas de forma independente, mas precisam cumprir as normas de higiene e os procedimentos exigidos pela rede.
Até a publicação desta reportagem, a responsável pela franquia da Cavalhada não havia apresentado manifestação sobre o caso.















