Começa audiência do caso Gabriele, morta a tiros em Sapucaia do Sul
Família protesta em frente ao fórum e pede justiça; companheiro, principal suspeito, presta depoimento
Cidade Alerta RS|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Começou nesta terça-feira (29), em Sapucaia do Sul, a primeira audiência do processo sobre o feminicídio de Gabriele dos Santos de Oliveira, de 24 anos, morta a tiros dentro de casa, em abril deste ano. Não se trata de julgamento. A juíza ouve testemunhas, entre elas o companheiro da jovem, preso desde a época do crime e apontado pela polícia como principal suspeito. Por isso, a Brigada Militar reforçou a segurança em frente ao fórum.
O caso
Segundo as informações apuradas, o crime aconteceu na madrugada de 21 de abril. O casal havia ido a uma festa e, por volta das 5h, disparos foram ouvidos. O companheiro saiu da casa e ligou para parentes dizendo que Gabriele havia tirado a própria vida. A polícia investigou e descartou a versão. Na época, foi o 28º feminicídio registrado no Estado em 2026, e o número já cresceu desde então, totalizando até esta data, 56.
Gabriele chegou a denunciar o companheiro, mas depois retirou a denúncia. Ele é pai de um dos filhos dela.
Família protesta por justiça
Familiares se reuniram em frente ao fórum, não só para acompanhar a audiência, mas para mostrar a dor da perda. Eles levaram cartazes com frases como "Justiça pela Gabi" e "Quem protege agressor agride junto".
Morgana Monteiro Rosa, prima da vítima, contou que Gabriele era uma jovem alegre, que corria atrás dos próprios sonhos e queria formar uma família, já que perdeu a mãe ainda jovem. Ela rejeita a versão de suicídio. "Ela não se matou", afirmou.
Segundo a prima, a família acredita que esse sonho pode ter levado Gabriele a voltar para o companheiro, de quem já estava separada havia algum tempo. Ela disse que Gabriele era reservada e nunca comentou com os parentes como era o relacionamento.
Vítima deixou dois filhos
Gabriele deixou dois filhos, que hoje são cuidados pelos tios. A prima disse que as crianças estão bem, mas sentem muito a falta da mãe. A família pede justiça, não só por Gabriele, mas por todas as mulheres vítimas de feminicídio. "Que ele apodreça na cadeia", disse Morgana, que questionou quando esses crimes vão parar. Para os parentes, a audiência é a primeira etapa do processo, e eles dizem ter fé de que tudo vai dar certo.















