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Fotógrafo é indiciado por divulgar imagens íntimas de 20 mulheres sem consentimento

Polícia analisou cerca de 33 mil arquivos e identificou 407 fotos e vídeos de vítimas em plataforma adulta

Cidade Alerta RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fotógrafo de 27 anos em Porto Alegre é indiciado por vender imagens íntimas de clientes sem consentimento.
  • Indiciamento ocorreu após investigações iniciadas em dezembro, quando vítimas encontraram suas fotos em plataformas de conteúdo adulto.
  • Mais de 400 mídias de 21 mulheres foram divulgadas sem autorização, e o caso ainda está em andamento.
  • Investigação ressalta a importância de contratos formais em serviços fotográficos para evitar abusos semelhantes.

 

Um fotógrafo foi indiciado 20 vezes pelo crime de divulgação de imagens íntimas sem consentimento, após investigação da Delegacia de Polícia de Proteção à Mulher de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o homem utilizava ensaios fotográficos para conquistar a confiança das clientes e, posteriormente, comercializava imagens de conteúdo íntimo em plataformas adultas, sem autorização das mulheres.

A investigação identificou 20 vítimas e 407 arquivos, entre fotografias e vídeos, publicados em uma plataforma de conteúdo adulto. Ao todo, aproximadamente 33 mil arquivos digitais foram analisados pelos investigadores.

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De acordo com a delegada Vanessa Pitrez, o suspeito não possuía antecedentes criminais e se apresentava como profissional de fotografia, oferecendo ensaios para a produção de portfólios.

Fotógrafo convencia clientes a fazer poses sensuais

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Segundo a investigação, as mulheres contratavam o fotógrafo para ensaios convencionais, destinados principalmente à divulgação de seus trabalhos.

Durante as sessões, no entanto, o investigado criava um ambiente de confiança e descontração e passava a incentivar as clientes a retirar peças de roupa e realizar poses mais sensuais.

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Conforme a delegada, as vítimas não haviam autorizado a publicação das imagens em sites de conteúdo adulto.

A Polícia Civil identificou um padrão de comportamento nos relatos das mulheres, que descobriram posteriormente que fotografias e vídeos haviam sido divulgados sem consentimento.

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Suspeito chegou a ficar preso por um mês

Em janeiro, a Polícia Civil realizou a operação Imagem Protegida, com cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Na ocasião, o fotógrafo foi preso preventivamente e permaneceu detido por aproximadamente um mês. Depois, foi colocado em liberdade mediante medidas cautelares.

Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, incluindo computadores e notebooks. Parte do material foi recolhida no Rio de Janeiro, onde o investigado também havia residido.

Alguns dispositivos ainda estão sendo analisados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Investigação pode identificar novas vítimas

Embora a primeira fase do inquérito tenha sido concluída, a Polícia Civil não descarta a identificação de outras mulheres que possam ter sido vítimas do mesmo esquema.

Segundo Vanessa Pitrez, a análise dos equipamentos apreendidos ainda pode revelar novos elementos e permitir a retomada das investigações.

O material já reunido foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá avaliar as conclusões do inquérito.

A delegada também destacou que as mulheres prejudicadas podem buscar reparação judicial pelos danos decorrentes da divulgação não autorizada das imagens.

Polícia orienta cuidados na contratação de ensaios fotográficos

A Polícia Civil recomenda que pessoas interessadas em contratar serviços fotográficos busquem referências sobre os profissionais e desconfiem de preços muito abaixo dos praticados no mercado.

Outra orientação é formalizar um contrato que estabeleça as condições do ensaio, a utilização das imagens e os limites para eventual divulgação.

A delegada Vanessa Pitrez ressaltou que os clientes devem desconfiar de insistências para realizar fotografias que não tenham sido combinadas previamente.

Mulheres que reconheçam situações semelhantes às investigadas devem procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência. A identificação de novas vítimas poderá contribuir para o avanço das investigações.

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