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Polícia prende 11 suspeitos de integrar facção que ordenava crimes de dentro de presídios no RS

Operação cumpriu 90 mandados de busca e apreensão contra grupo ligado ao tráfico de drogas na Região Metropolitana

Cidade Alerta RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil prendeu 11 suspeitos de uma facção criminosa na Região Metropolitana de Porto Alegre.
  • A operação ocorreu em Alvorada e envolveu o cumprimento de 90 mandados de busca e apreensão.
  • As investigações iniciaram há oito meses a partir de roubos de veículos, revelando comunicação entre presos e membros da facção.
  • A polícia destaca a necessidade de medidas para combater a comunicação ilegal de presos, enquanto os trabalhos de investigação continuam.

 

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira (15) resultou na prisão de 11 pessoas, suspeitas de integrarem um grupo criminoso ligado a uma das principais facções do Rio Grande do Sul. A organização atuava, principalmente, no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas também estaria envolvida em extorsões, transporte ilegal de armas, agressões e homicídios. Segundo a investigação, parte das atividades era comandada por criminosos que já estavam presos e utilizavam celulares para transmitir ordens aos integrantes em liberdade.

A ação teve como foco principal o município de Alvorada, onde foram cumpridos parte dos 90 mandados de busca e apreensão executados em diferentes localidades. As investigações começaram após um homicídio, registrado no ano passado, e que acabaram revelando uma estrutura criminosa mais ampla.

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Ordens de dentro dos presídios

De acordo com a Polícia Civil, a apuração identificou que integrantes da organização, mesmo cumprindo pena, continuavam determinando as atividades criminosas realizadas fora das unidades prisionais.

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As ordens envolviam, desde a comercialização de drogas até ações violentas, como agressões e homicídios. Depois de executar as determinações, os envolvidos enviavam vídeos e áudios aos líderes presos para comprovar que as tarefas haviam sido cumpridas.

O delegado Alexandre Fleck, responsável pela investigação, explicou ao repórter Vítor Costa, no Cidade Alerta, que o uso de telefones celulares dentro dos presídios representa um dos principais obstáculos ao enfrentamento das organizações criminosas.

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Segundo Fleck, mesmo quando integrantes são presos, a estrutura criminosa consegue se reorganizar. Há casos em que suspeitos que atuavam nas ruas passaram a comandar atividades ilícitas depois de ingressarem no sistema prisional, enquanto outros assumiram suas funções fora das cadeias.

Polícia defende medidas mais rigorosas contra celulares nos presídios

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Durante a entrevista, o delegado defendeu o fortalecimento das medidas para impedir o acesso de detentos a aparelhos celulares.

Na avaliação dele, é necessário ampliar a efetividade dos bloqueios de sinal e discutir mecanismos legais que permitam uma responsabilização mais rigorosa de presos flagrados com esses equipamentos.

O investigador ressaltou que o combate às facções não depende apenas das prisões realizadas nas ruas, mas também de ações capazes de interromper a comunicação entre os líderes encarcerados e os integrantes que permanecem em liberdade.

Investigação pode identificar novos envolvidos

A Polícia Civil informou que conseguiu identificar os principais integrantes do grupo investigado em Alvorada. No entanto, o delegado alertou que o tráfico de drogas possui uma estrutura dinâmica, na qual pessoas presas, frequentemente, são substituídas por outros integrantes.

Por esse motivo, novas investigações poderão identificar suspeitos que tenham assumido funções na organização criminosa após as prisões.

A operação representa mais uma etapa do trabalho de enfrentamento às facções que atuam na Região Metropolitana e utilizam o sistema prisional como base para coordenar atividades criminosas.

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