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RS chega a 60 feminicídios em 2026 após morte de Susiele; ex-companheiro e amigo são presos

Mulher foi morta com arma branca e deixa três filhos; polícia investiga se o crime foi planejado

Cidade Alerta RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Susiele do Santos Brito, de 32 anos, foi encontrada morta em Caxias do Sul, com sinais de violência.
  • Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação de dois suspeitos, um deles companheiro da vítima.
  • O crime pode ter sido motivado por uma suposta traição, e investigações sobre o caso de feminicídio estão em andamento.
  • A vítima deixa três filhos e o caso reitera a preocupação com o aumento da violência contra mulheres no estado.

 

O Rio Grande do Sul chegou a 60 feminicídios em 2026. O caso mais recente é o de Susiele Santos de Brito, de 32 anos, cujo corpo foi localizado com perfurações, em uma área de mata de Caxias do Sul, na tarde de segunda-feira (5). Dois homens foram presos na terça-feira (6): o ex-companheiro dela e um amigo dele, que teria ajudado na execução do crime. O caso foi registrado como feminicídio e é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Caxias do Sul.

Imagens ajudaram a identificar os suspeitos

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Câmeras de segurança registraram o momento em que Susiele embarca em um carro. As imagens foram fundamentais para chegar aos suspeitos. Segundo a investigação, dois carros clonados foram encontrados e a suspeita é de que o crime tenha sido planejado.

Arma usada ainda é incógnita

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De acordo com a delegada Thalita Andrich, a vítima foi morta com instrumento com características de arma branca. A polícia apreendeu um bastão, mas não localizou o objeto perfurocortante que provocou as lesões. A perícia vai apontar se o bastão foi usado no crime ou se outra arma foi escondida pelos suspeitos. O laudo e os resultados das perícias realizadas no local, logo após o fato, ainda são aguardados. Os materiais apreendidos também foram encaminhados para novos exames.

Sem medida protetiva e sem registros anteriores

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Susiele e o ex-companheiro não tinham medida protetiva de urgência, e não havia boletim de ocorrência que apontasse episódios anteriores de violência entre eles. Um detalhe que, infelizmente, se repete em casos de feminicídio. Agora, a polícia busca entender a relação entre a vítima e os dois suspeitos, além de ouvir testemunhas, familiares e amigos para saber se houve brigas ou agressões que nunca foram denunciadas. Também investiga qual era a intenção da dupla e o que foi dito para levá-la até o local.

Três filhos ficam sem a mãe

Susiele deixa três filhos. O velório teve início nesta terça-feira. Para a polícia, nada justifica o crime, nem a suposta traição que teria motivado os suspeitos.

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