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Abstenção no RS chega a 21,08%, a maior em primeiro turno presidencial desde 1998

Eleitores enfrentaram filas de mais de duas horas; em Candelária, urna foi trocada após uso de cola

Guaíba no Ar|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As eleições no Rio Grande do Sul tiveram filas longas e atrasos significativos, especialmente em Pelotas.
  • Incidentes técnicos, como urnas danificadas, foram registrados, mas os responsáveis foram identificados.
  • Apesar dos problemas, o clima geral foi tranquilo, com a Brigada Militar garantindo a segurança do pleito.
  • Histórias de eleitores, como a de uma mulher de 90 anos e uma jovem em sua primeira votação, destacaram o valor do dever cívico.

 

Neste domingo (4), 8,5 milhões de eleitores estavam aptos a votar em 497 municípios gaúchos. A abstenção ficou em 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde 1998.

Experiência e estreia

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Aos 90 anos, a aposentada Elaine Duarte Santos já perdeu a conta de quantas eleições participou. A estudante Brunna Hartmann, por outro lado, votou pela primeira vez. Em Pelotas, a intérprete de Libras Nathielle Francos atua como mesária há 20 anos. "Não é só voto, é uma interação que acontece", disse ela, que também aproveita para rever amigos no colégio eleitoral onde trabalha.

Filas e demora

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O domingo foi marcado por relatos de filas e demora para votar em todo o Estado. Em alguns locais, a espera passou de duas horas. O eletricista Alexandre Menegati contou que a fila estava maior do que na última eleição. Já a desempregada Yasmim Matos afirmou que foi votar para tentar mudar o país.

Maior local de votação

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No maior local de votação do Estado, a Escola Estadual Osmar da Rocha Grafulha, em Pelotas, no Sul, o movimento também foi intenso. São 30 seções e quase 10 mil eleitores. O governador Eduardo Leite votou na cidade, que abriga, ainda, outros dois dos dez locais com mais eleitores do Rio Grande do Sul. O autônomo Michel Cardoso Cunha levou a cachorra Maia para acompanhá-lo. Segundo ele, é o primeiro ano dela, e já é hora de se acostumar com a democracia e com o Brasil.

Urnas danificadas

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Em Candelária, no Vale do Rio Pardo, uma urna precisou ser substituída após ser danificada. Segundo a Justiça Eleitoral, o travamento da tecla 3 teria sido causado pelo uso de cola no equipamento. A mesma situação ocorreu em Caxias do Sul, na Serra, e o eleitor foi identificado e responsabilizado.

Candidatos ao governo

Cinco dos sete candidatos ao governo do Estado votaram em Porto Alegre: Luciano Zucco, do PL; Cesar Pontes, do PCO; Priscila Voigt, da UP; Rejane Oliveira, do PSTU; e Juliana Brizola, do PDT. Gabriel Souza, do MDB, votou em Tramandaí; e Marcelo Maranata, do PSDB, em Guaíba.

Votação após o horário

Só em Porto Alegre, mais de um milhão de eleitores estavam aptos a votar. Durante a tarde, o movimento ficou mais tranquilo, mas, faltando 40 minutos para o fim da votação, alguns locais ainda registravam filas. Onde havia filas, os eleitores votaram após as 17h, horário oficial de fechamento das urnas. Houve entrega de senhas em Porto Alegre, Pelotas e Lajeado, pois quem já estava dentro das seções pôde votar. O desenvolvedor de sistemas Genaro Goulart Reginatto foi o último a sair do local de votação.

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