Eventos climáticos extremos já são realidade no RS e exigem preparação
Especialistas reunidos em Novo Hamburgo debatem como o Estado deve se preparar para enchentes e temporais
Guaíba no Ar|Do R7
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Enchentes, temporais, vendavais e períodos de chuva intensa fazem parte da realidade do Rio Grande do Sul e exigem cada vez mais preparação do poder público e da sociedade. Foi sobre esse cenário que especialistas se reuniram em Novo Hamburgo, em mais uma edição do Prato Principal, promovido pela ACI de Novo Hamburgo e Região.
Planeta mais quente, chuva mais concentrada
Com as enchentes, os temporais e as chuvas intensas voltando a atingir o Estado, a pergunta que norteou o encontro foi como se preparar para esses eventos extremos. Para o climatologista e chefe do departamento de geografia da UFRGS, Francisco Aquino, o aquecimento global ajuda a explicar o que o RS tem enfrentado.
"Com o aumento da temperatura no Brasil e no mundo, a região Sul do Brasil, especificamente o Rio Grande do Sul, intensificou a frequência e a intensidade dos eventos extremos. E, claro, um planeta mais quente favorece a concentração de chuva em curto espaço de tempo", afirmou.
Preparação e informação confiável
A nova realidade climática exige preparação, segundo o coordenador voluntário da oficina regional de Defesa Civil, Cláudio Rocha. Ele destaca a importância de acompanhar as previsões dos órgãos oficiais e de tomar cuidado com as fake news, que acabam atrapalhando a vida das pessoas.
"A palavra-chave é a preparação. Precisamos estar preparados, ouvir muito das previsões provenientes de órgãos oficiais, isso é importante, cuidar com as fake News, que às vezes atrapalham um pouco a vida das pessoas, saber aproximadamente em que momento isso vai acontecer", disse.
Decisões que não podem esperar
A discussão acontece em um momento crucial para o Rio Grande do Sul. O desafio não é apenas reconstruir o que foi perdido, mas, também, pensar em como evitar que os próximos episódios tenham impactos ainda maiores. Para Francisco Aquino, o tempo de agir é agora. "A tomada de decisão de como a gente vai enfrentar a crise climática daqui a 30 ou 60 anos precisa ser feita agora", defendeu.
Setor produtivo também sente os efeitos
O setor produtivo é diretamente afetado pelo clima, o que levou o tema à pauta dos empresários da região. O vice-presidente de infraestrutura da ACI, Maicon Schaab, também participou do debate.















