Motorista atropela motoboy e foge sem prestar socorro em Porto Alegre
Motoboy quebrou o tornozelo e quatro dedos do pé; polícia procura motorista que fez conversão proibida
Guaíba no Ar|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
A Polícia Civil tenta localizar o motorista que atropelou um motoboy e fugiu sem prestar socorro, em Porto Alegre. O acidente aconteceu na noite do dia 17 de setembro, na Avenida Oscar Pereira, na zona sul da Capital. Segundo a investigação, o condutor fez uma conversão em local proibido antes de atingir a vítima.
Conversão proibida
Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o motorista do carro fazendo a conversão na Avenida Oscar Pereira e acertando precisamente a motocicleta em que Josué Strauss estava. A faixa na avenida indica que a manobra não é permitida.
Josué, que é motoboy, voltava do centro e conta que percebeu a seta do carro. Como conhece a região, sabia que o motorista não poderia fazer a conversão ali e imaginou que ele lhe daria a preferência. "Eu sou motoboy, estava voltando do centro e vi que o carro estava dando seta, mas, como sou da região, eu sabia que ele não poderia. Então achei que ele ia me dar a preferência e ele não deu. Quando cheguei perto, ele acelerou", relata.
Fuga e socorro
Depois da batida, o motorista fugiu sem prestar socorro. Com o impacto, Josué caiu e por pouco não bateu a cabeça em um poste. O capacete e a mochila que ele carregava para fazer as entregas ajudaram a amortecer a queda. Ele foi socorrido por funcionários de estabelecimentos comerciais da região.
Sem poder trabalhar
Na queda, o motoboy quebrou o tornozelo e quatro dedos do pé e está impossibilitado de trabalhar. A moto era a única fonte de renda dele. "Não trabalho porque sou motoboy e a minha moto era a única fonte de renda. Só Deus sabe quanto tempo vai demorar a recuperação", diz.
Josué afirma que ninguém sai de casa para causar um acidente, mas que esperava, no mínimo, que o motorista tivesse parado para prestar socorro e assumido o erro.
Investigação
A polícia trabalha na identificação do veículo e do motorista. O delegado Carlo Butarelli explica que a equipe busca imagens de câmeras de vigilância para ver se conseguem reconhecer o carro que provocou o acidente. "Nós estamos atrás de câmeras de vigilância, públicas e particulares, para ver se alguma delas identificou o veículo", afirma.
Dois fatos estão sendo investigados: a lesão corporal culposa, prevista no Código de Trânsito Brasileiro, e a fuga do local do acidente.















