Um em cada cinco gaúchos inadimplentes deve mais do que ganha por mês; veja como organizar as contas
Levantamento revela recorde de inadimplência no RS; Gás do Povo e financiamento também são destaques
Guaíba no Ar|Do R7
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O endividamento das famílias gaúchas chegou a um nível preocupante. Um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), com dados da Equifax Boa Vista, revela que quase 20% dos consumidores inadimplentes no Rio Grande do Sul acumulam contas atrasadas que ultrapassam o valor do salário mensal.
O estudo também mostra que quase metade dos inadimplentes compromete mais de 50% da renda com dívidas. Para aproximadamente 30%, esse comprometimento supera 75% dos ganhos mensais.
Em setembro, a inadimplência no Estado voltou ao recorde histórico de 37,3% da população adulta. Isso significa que praticamente quatro em cada dez gaúchos estão com contas em atraso. O valor médio devido por consumidor inadimplente é de R$ 7.849.
No quadro Economia na Prática, Do Guaíba no Ar, o economista Éverton Lopes chama a atenção para os riscos do comprometimento excessivo da renda e a importância de buscar alternativas antes que as dívidas se tornem ainda maiores. A renegociação de débitos e a reorganização do orçamento familiar são caminhos para tentar recuperar o equilíbrio financeiro e evitar que os atrasos comprometam despesas essenciais.
Gás do Povo tem nova recarga disponível em outubro
Outra informação importante para as famílias de baixa renda é a liberação de uma nova etapa do programa Gás do Povo. O benefício federal garante a recarga gratuita de botijões de gás de cozinha de 13 quilos para famílias que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo.
As recargas de outubro começaram a ser disponibilizadas no dia 10 e poderão ser utilizadas até 9 de novembro, conforme o calendário e a situação de cada beneficiário.
Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com informações atualizadas, e ter renda familiar por pessoa de até meio salário-mínimo. Famílias que recebem o Bolsa Família têm prioridade.
A quantidade de recargas varia conforme o número de integrantes da família. Núcleos com duas ou três pessoas têm direito a quatro recargas por ano, enquanto aqueles com quatro ou mais integrantes podem receber seis.
A retirada deve ser feita em revendas credenciadas, mediante identificação do beneficiário pelos meios autorizados pelo programa. A disponibilidade pode ser consultada nos canais oficiais do Gás do Povo e da Caixa Econômica Federal.
Atraso no financiamento imobiliário pode levar à perda do imóvel
O financiamento da casa própria também exige atenção especial quando o orçamento familiar fica apertado. O atraso nas parcelas pode resultar na retomada do imóvel pela instituição financeira, dependendo das condições contratuais e dos procedimentos legais.
Nos contratos com alienação fiduciária, modalidade comum no crédito habitacional, o banco pode iniciar um procedimento extrajudicial de cobrança e consolidação da propriedade. O processo exige o cumprimento de etapas legais, incluindo a notificação do devedor.
Éverton Lopes também aborda os cuidados necessários para quem enfrenta dificuldades no pagamento do financiamento imobiliário. A orientação é procurar o banco e avaliar as possibilidades de renegociação antes que o atraso resulte em consequências mais graves, como a perda do imóvel.
A principal orientação é não deixar o problema se acumular. Quanto mais cedo o consumidor buscar uma solução, maiores podem ser as possibilidades de evitar o agravamento da dívida e o risco de perder o imóvel.















