Apreensão de canetas emagrecedoras dispara mais de 2.500% no Rio Grande do Sul
Receita Federal recolheu mais de 3.300 unidades em nove meses; transporte irregular oferece riscos à saúde
Rio Grande Record|Do R7
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As apreensões de canetas emagrecedoras cresceram mais de 2.500% no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e setembro de 2026, a Receita Federal recolheu mais de 3.300 unidades desses medicamentos, número que já supera amplamente o registrado durante todo o ano passado.
O aumento está relacionado à crescente procura pelos produtos, que também passaram a movimentar o mercado ilegal. Em reportagem do Rio Grande Record, a repórter Marceli Dutra mostrou como as canetas entram irregularmente no país e os riscos associados à comercialização clandestina.
Medicamentos chegam escondidos em veículos de encomendas
Segundo a Receita Federal, a fronteira com o Paraguai é uma das principais rotas de entrada desses produtos no Brasil. Depois, as canetas são transportadas em ônibus, automóveis, vans e até por serviços de encomendas.
Em algumas apreensões, os medicamentos foram encontrados escondidos em compartimentos de veículos, incluindo regiões próximas ao motor, onde ficam expostos a temperaturas elevadas.
O chefe de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Eduardo Mielke, explicou que o crescimento das apreensões acompanha a expansão da procura pelos medicamentos. O órgão realiza ações de fiscalização com apoio de outros órgãos de segurança, incluindo a Polícia Rodoviária Federal.
Armazenamento inadequado pode comprometer a segurança
Um dos principais problemas é a falta de controle das condições de transporte e armazenamento. Muitos desses medicamentos exigem cuidados específicos de temperatura, que podem não ser respeitados durante o transporte clandestino.
A exposição ao calor e a ausência de garantias sobre a procedência podem comprometer a qualidade dos produtos e representar riscos à saúde de quem os utiliza.
A orientação é adquirir apenas medicamentos regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em estabelecimentos autorizados e mediante prescrição médica, respeitando as condições de conservação indicadas pelo fabricante.















