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CMPC planeja maior investimento privado da história gaúcha

Fábrica de celulose em Barra do Ribeiro poderá criar 18 mil empregos

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A multinacional chilena CMPC anunciará um investimento de R$ 27 bilhões em uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, RS.
  • O projeto, denominado Natureza, já possui a licença ambiental prévia da FEPAM, destacando sua importância.
  • A construção da fábrica poderá gerar até 12 mil empregos e, posteriormente, mais 6 mil postos durante a operação.
  • Além da fábrica, a CMPC investirá R$ 1,5 bilhão em um terminal no Porto do Rio Grande para reforçar sua logística.

 

O Rio Grande do Sul deu mais um passo para receber o maior investimento privado de sua história. O governo do Estado entregou a licença ambiental prévia para o Projeto Natureza, da multinacional chilena CMPC, que prevê a construção de uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O empreendimento está estimado em R$ 27 bilhões e poderá gerar milhares de empregos.

A licença foi emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), após a análise dos estudos necessários para essa etapa do licenciamento.

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Segundo o presidente da Fepam, Renato das Chagas e Silva, trata-se da maior licença em porte já emitida pelo órgão. Ele destacou a dimensão industrial do empreendimento e a complexidade do processo de avaliação ambiental.

Projeto prevê até 18 mil empregos em diferentes etapas

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Durante a implantação da fábrica, a expectativa é de geração de até 12 mil empregos. Quando a unidade estiver em funcionamento, a previsão é de outros 6 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

A CMPC atua no Brasil desde 2009, quando adquiriu a fábrica de celulose do município de Guaíba. A unidade atual continuará operando mesmo com a construção do novo empreendimento.

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Para o diretor-geral da CMPC Celulose no Brasil, Antonio Lacerda, o projeto poderá impulsionar a economia de Barra do Ribeiro e de outros municípios da região, ampliando a arrecadação e criando oportunidades de investimentos em áreas como educação, saúde e segurança.

Licenciamento incluiu estudos sobre comunidades indígenas

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O governador Eduardo Leite afirmou que o processo de licenciamento cumpriu as exigências legais, incluindo estudos relacionados aos possíveis impactos sobre comunidades indígenas próximas à área do empreendimento.

Segundo o governador, comunidades Kaingang e Guarani foram ouvidas, e os estudos passaram pela análise da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), antes da emissão da licença prévia pela Fepam.

Empresa também terá terminal no Porto do Rio Grande

Além da nova fábrica, a CMPC recebeu a concessão de uma área no Porto do Rio Grande para instalar um terminal portuário próprio. O investimento previsto para essa estrutura é de R$ 1,5 bilhão.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância de dar agilidade aos processos necessários para a concretização de investimentos industriais no país.

Apesar da concessão da licença prévia, a construção da fábrica ainda não tem data definida para começar. O empreendimento depende de novas etapas do licenciamento ambiental, incluindo a licença de instalação, necessária para autorizar o início das obras. A licença de operação será exigida posteriormente, para o funcionamento da unidade.

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