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Com a maior proporção de idosos do Brasil, RS mostra que atividade física é aliada do envelhecimento saudável

Histórias de gaúchos que mantêm uma rotina ativa mostram como o exercício ajuda a preservar saúde e autonomia

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Rio Grande do Sul é o estado com a maior proporção de idosos no Brasil, com cerca de 20% da população com 60 anos ou mais.

  • Benefícios da atividade física são evidentes, como mostrado pelos exemplos de Paulo Alexandretti, de 84 anos, e Susan Stone, de 67 anos, que mantêm rotinas ativas.

  • O médico geriatra Roman Orzechowski enfatiza que qualquer atividade física, mesmo caminhadas, é benéfica para a saúde e pode ajudar a evitar a perda muscular.

  • Envelhecer com qualidade de vida requer uma rotina de exercícios, alimentação equilibrada e sono adequado, focando não apenas em viver mais, mas em viver melhor.

 

Aos 84 anos, Paulo Alexandretti não abre mão de uma rotina movimentada. Todos os dias, ele vai à academia e ainda encontra tempo para jogar tênis. A musculação entrou na vida dele aos 50 anos e, desde então, tornou-se parte dos cuidados com a saúde. Para o aposentado, manter o corpo em movimento é um investimento em qualidade de vida.

A história de Paulo representa um desafio cada vez mais presente no Rio Grande do Sul: envelhecer com saúde, independência e disposição. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado tem a maior proporção de idosos do país. Aproximadamente um em cada cinco gaúchos tem 60 anos ou mais.

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São cerca de 2,3 milhões de pessoas nessa faixa etária, uma população que cresceu aproximadamente 50% entre os dois últimos censos do IBGE. Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a preocupação não apenas com a longevidade, mas com a qualidade dos anos vividos.

Casal encontra no esporte uma forma de viver melhor

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Aos 67 anos, a aposentada Susan Stone é exemplo de que a idade não precisa ser um obstáculo para a prática esportiva. Corredora desde a infância, ela participa até de maratonas e mantém uma rotina de treinamentos.

O marido, Paulo Silva, de 70 anos, compartilha a mesma paixão. Os dois se conheceram em um centro de treinamento esportivo e fizeram da atividade física parte do cotidiano. Paulo também é diretor-geral da Maratona Internacional de Porto Alegre.

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Para o casal, o exercício deixou de ser uma obrigação há muito tempo. É um estilo de vida que combina saúde, convivência e prazer em continuar praticando as atividades de que gostam.

Não é preciso ser atleta para aproveitar os benefícios

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Apesar dos exemplos de quem mantém uma rotina intensa de exercícios, os especialistas lembram que não é necessário correr maratonas ou frequentar a academia diariamente para envelhecer com mais saúde.

O médico geriatra Roman Orzechowski, da Unimed Porto Alegre, destaca que a atividade física é uma das principais aliadas do envelhecimento saudável. Segundo o especialista, o segredo não está na intensidade dos exercícios, mas na regularidade e na escolha de atividades adequadas às condições de saúde de cada pessoa.

Caminhar, subir escadas com segurança e reduzir o tempo sentado são atitudes que contribuem para combater o sedentarismo.

A recomendação geral para adultos é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada. Para quem está há muito tempo sem se exercitar, a orientação é começar gradualmente, respeitando os próprios limites.

Na terceira idade, exercícios de fortalecimento muscular e atividades que trabalham o equilíbrio também são importantes para preservar a autonomia e reduzir o risco de quedas.

Envelhecer com autonomia e qualidade de vida

Na reportagem de Marceli Dutra, no Rio Grande Record, as histórias de Paulo Alexandretti, Susan Stone e Paulo Silva mostram diferentes maneiras de manter uma vida ativa ao longo dos anos.

Mais do que melhorar o condicionamento físico, o movimento pode contribuir para a saúde mental, a socialização e a manutenção da independência nas atividades diárias.

O envelhecimento é inevitável, mas a forma como cada pessoa atravessa essa etapa pode ser influenciada pelos hábitos construídos ao longo da vida. E nunca é tarde para começar a se movimentar.

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