Com população cada vez mais idosa, condomínios do RS investem em acessibilidade e segurança
Rampas, corrimãos e adaptações nas áreas comuns ajudam a garantir autonomia aos moradores com mais de 60 anos
Rio Grande Record|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
O envelhecimento da população brasileira já provoca mudanças no mercado imobiliário. Condomínios precisam adaptar seus espaços para garantir mais segurança, autonomia e qualidade de vida aos moradores idosos. No Rio Grande do Sul, onde uma em cada cinco pessoas tem 60 anos ou mais, essa necessidade é ainda maior.
Em Porto Alegre, um condomínio com 144 apartamentos e cerca de 580 moradores começou a realizar adaptações para facilitar a circulação. Pelo menos 30 residentes têm 60 anos ou mais.
Uma das principais mudanças foi a construção de uma rampa de acesso à entrada do prédio. Antes, quem chegava da rua precisava subir escadas para alcançar os elevadores. Agora, o trajeto pode ser feito sem degraus.
Outras melhorias incluem rampas nas áreas comuns e uma pequena escada para facilitar a entrada na piscina.
Mudanças que fazem diferença no dia a dia
O representante comercial Paulo Ferreto, de 75 anos, mora no condomínio há 15 anos e percebeu os benefícios das adaptações.
O síndico Renato Coelho destaca que a preocupação com a acessibilidade é uma tendência diante do aumento da população idosa.
Entre as medidas recomendadas estão a instalação de corrimãos, a melhoria da iluminação, a eliminação de barreiras arquitetônicas e a adequação das áreas de circulação, especialmente em edifícios mais antigos.
A gerente de condomínios Cecília Hoerlle ressalta a importância de realizar essas melhorias preventivamente, antes que ocorram acidentes.
Rio Grande do Sul tem a população mais envelhecida do país
No Brasil, aproximadamente uma em cada seis pessoas tem 60 anos ou mais. No Rio Grande do Sul, a proporção chega a uma em cada cinco.
Segundo o Departamento de Economia e Estatística do Estado, são cerca de 2,3 milhões de gaúchos nessa faixa etária, o que coloca o Rio Grande do Sul como o Estado com a população proporcionalmente mais envelhecida do país.
Mais do que adequações estruturais, as mudanças representam uma forma de garantir independência e dignidade aos moradores, permitindo que continuem utilizando os espaços de convivência com segurança.















