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Excesso de chuva ameaça lavouras no RS e pode atrasar colheitas; previsão preocupa produtores

Influência do El Niño aumenta risco de perdas agrícolas, com previsão de chuva acima da média até novembro

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O fenômeno El Niño pode causar prejuízos significativos na produção de figos no Rio Grande do Sul devido às chuvas intensas.
  • A umidade elevada está atrasando o ciclo de produção, dificultando o manejo das lavouras e aumentando custos para os agricultores.
  • Perdas agrícolas no Brasil, atribuídas ao El Niño, somaram R$ 5,6 bilhões entre julho e setembro, com chuvas acima de 300 milímetros no estado.
  • O impacto do clima afeta não apenas a agricultura, mas também o comércio, o emprego e as exportações, prejudicando a economia local.

 

O excesso de chuva e os efeitos do fenômeno El Niño estão alterando a rotina dos produtores rurais e colocando em risco a produtividade das lavouras no Rio Grande do Sul. A previsão de precipitações acima da média até novembro aumenta a preocupação com possíveis atrasos nas colheitas, doenças nas plantações e prejuízos financeiros. 

Em reportagem de Marceli Dutra, exibida no Rio Grande Record, a produtora rural Daniele Bettio Moresco, que cultiva figos na zona rural de Porto Alegre, mostra como as mudanças no clima já interferem no desenvolvimento das plantas. 

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Excesso de umidade pode atrasar a colheita de figos 

No pomar de Daniele, os pés de figo passam por podas anuais e precisam de um período de recuperação para voltar a brotar. O desenvolvimento das folhas é fundamental para o crescimento dos frutos e para o resultado da safra. 

Quando as chuvas são frequentes e o solo permanece encharcado, esse processo pode ser prejudicado. A recuperação das plantas pode levar mais tempo, atrasando a produção e, consequentemente, a colheita. 

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Além disso, o excesso de umidade favorece o surgimento de doenças e pode aumentar os custos de produção, especialmente em culturas que exigem maior controle fitossanitário. 

O diretor técnico da Emater/RS, Mateus Rocha, alerta para os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras e a necessidade de acompanhamento das plantações. 

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Prejuízos agrícolas chegam a R$ 5,6 bilhões no Brasil 

Entre 1º de julho e 30 de setembro, a agricultura foi o setor mais afetado pelos impactos associados ao El Niño no país. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), as perdas chegaram a R$ 5,6 bilhões. 

No Rio Grande do Sul, algumas regiões registraram acumulados superiores a 300 milímetros de chuva durante agosto e setembro, aumentando a preocupação dos produtores com a saturação do solo e as condições para o desenvolvimento das culturas. 

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Previsão indica possibilidade de até 450 milímetros de chuva 

De acordo com os dados meteorológicos apresentados na reportagem, há 70% de probabilidade de as chuvas ficarem acima da média no Rio Grande do Sul durante outubro e novembro. Nas regiões Norte e Noroeste do Estado, os acumulados previstos podem alcançar 450 milímetros. 

O cenário está relacionado à influência do El Niño, fenômeno climático que favorece precipitações acima da média no Sul do Brasil, especialmente durante a primavera. Para os produtores, o desafio é encontrar o equilíbrio entre a água necessária ao desenvolvimento das plantas e o excesso de umidade, que pode comprometer a qualidade e a quantidade da produção. 

No pomar de Daniele, a expectativa é de que as condições do tempo permitam a recuperação das figueiras e garantam uma boa colheita. 

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