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Em Gramado, história de família vira movimento de conscientização sobre o Alzheimer

Movimento Viver Sem Saber promove semana de atividades e alerta para sinais e diagnóstico precoce

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Movimento Viver Sem Saber conscientiza sobre Alzheimer em Gramado.

  • Atividades promovem identificação de sinais precoces e diagnóstico antecipado.

  • Teste de cognição é oferecido a idosos nas Unidades Básicas de Saúde.

  • A iniciativa busca fomentar o cuidado dos familiares e a qualidade de vida dos afetados.

 

Em Gramado, na Serra gaúcha, uma história de família deu origem a um movimento de conscientização sobre a doença de Alzheimer.

Mais de dois milhões de pessoas, no Brasil, sofrem com alguma demência, e o Alzheimer é o diagnóstico mais comum. O aumento do número de idosos, sobretudo acima dos 80 anos, tem ampliado a necessidade de avaliações para detectar doenças que possam comprometer a capacidade cognitiva.

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Mariela Oppitz Sorgetz transformou um drama familiar em livro, em que relata a dificuldade de ver a mãe perder memórias por causa da doença degenerativa. Palestrante e organizadora da campanha, ela fala do impacto do Alzheimer no paciente, na família e nos cuidadores.

Semana de conscientização

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O caso deu origem ao Movimento Viver Sem Saber. Há quatro anos, em parceria com a Prefeitura de Gramado, ele promove a Semana de Conscientização da Doença de Alzheimer, que faz parte da campanha do Setembro Roxo e vai até o dia 30.

A neurologista Maria Constância Darakjian Ecclissato explica que o Alzheimer compromete a vida das pessoas. “Esquecer de pagar contas ou de pessoas próximas não é normal e é sinal de que é preciso fazer exames e buscar ajuda médica”.

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Avaliação nas unidades de saúde

Mais de 7 mil moradores de Gramado são idosos. Em todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade, pessoas a partir dos 60 anos podem fazer uma triagem e um teste de cognição, que ajuda a identificar sintomas e encaminhar casos de risco para tratamento.

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Segundo a enfermeira Daiana Spengler, o instrumento usado é a Avaliação Multidimensional do Idoso, que permite saber o grau de fragilidade do paciente. Ele reúne perguntas e avaliações práticas para verificar se o idoso depende de familiares ou de outras pessoas para realizar atividades do dia a dia.

Autonomia e acompanhamento

O seu Ivo de Souza Ferreira, de 80 anos, fez a avaliação e teve resultado de autonomia, mas com necessidade de acompanhamento mais próximo pela equipe da Unidade de Saúde do Bairro Esperança. Com isso, a equipe pode trabalhar de forma preventiva, orientar o paciente e a família sobre cuidados especiais ou sobre a necessidade de buscar um especialista mais rápido, e assim retardar o aparecimento das limitações que a velhice pode trazer. Para o seu Ivo, “manter uma rotina de atividades é o que faz diferença para ter qualidade de vida na melhor idade”.

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