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Excesso de chuva prejudica a floração e pode reduzir a safra de pêssego no Estado

A estimativa é de queda de 75% na produção; flores caíram antes de formar o fruto

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A chuva excessiva no Rio Grande do Sul impacta severamente a safra de pêssegos, com uma redução de até 75% na produção.
  • A expectativa de colheita atualmente varia entre 10 e 15 mil toneladas, comparadas a 50 mil toneladas no ano anterior.
  • Apesar da queda na quantidade de frutos, a Emater aponta que eles podem crescer em tamanho, atenuando parte das perdas.
  • O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pêssegos do Brasil, enfrentando desafios climáticos constantes que afetam a produção.

 

Quem olha para o pomar já percebe o tamanho do prejuízo: as plantas estão verdes, e os frutos que deveriam aparecer nesta época são poucos. A produtora rural Giordana Piber explica que os pessegueiros já deveriam estar repletos de frutos, de tamanho pequeno a médio. Mas a chuva derrubou boa parte deles, e muitos não se desenvolveram. 

Colheita pela metade 

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A propriedade cultiva cinco variedades de pêssego em cerca de quatro hectares, com aproximadamente dois mil pessegueiros. No ano passado, foram colhidas quase dez toneladas da fruta. Agora, a previsão é de não passar de cinco. 

Nessa fase do ciclo, cada flor faz diferença, porque é dela que surge o fruto. Neste ano, a chuva veio em excesso justamente nesse momento, e muitas flores caíram antes de formar o pêssego. Em uma safra boa, depois que os frutos aparecem, o produtor ainda faz o raleio: retira parte deles para que os que ficam tenham mais espaço e recebam mais nutrientes. Desta vez, a redução aconteceu antes dessa etapa. O produtor rural Hildemar José Piber resume a situação: ‘a cada ano, está pior’. 

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O que diz a Emater 

A Emater acompanha de perto os pomares e aponta o excesso de chuva durante a floração, mas ainda acredita que possa haver uma boa safra. O assistente técnico estadual em fruticultura, Felipe Pereira Dias, explica que os pêssegos seguem em crescimento, ainda em fase de enchimento. Mesmo com menos frutos fixados na planta, ela pode compensar produzindo frutos de maior calibre. Por isso, segundo ele, é possível chegar ao fim da safra com um balanço melhor. 

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Situação no Sul do Estado 

Na região de Pelotas, no Sul do Estado, um dos principais polos de produção e processamento de pêssegos do país, a estimativa da associação de produtores é de queda de cerca de 75%. No ano passado, foram cerca de 50 mil toneladas. Para esta safra, a previsão fica entre 10 e 15 mil. A diferença não fica apenas no pomar: menos frutos significam menos venda para quem produz e menor oferta para as indústrias que dependem da fruta. 

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Impacto no Estado 

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pêssegos do Brasil. Em 2025, foram cerca de 129,5 mil toneladas. Segundo a Emater, a redução da safra representa cerca de R$ 70 milhões a menos movimentados na produção rural do Estado. Considerando toda a cadeia do pêssego, incluindo as indústrias, a perda pode ultrapassar R$ 300 milhões. 

Para a produtora, é preciso olhar sempre para o céu: a seca prejudica, mas o excesso de umidade é muito pior. Neste ano, diz ela, a saída é tocar com o que tem. 

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