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IGP-M volta a subir e pode pesar no bolso de quem paga aluguel no RS

Índice sobe 1,57% em setembro e acumula 3,34% em 12 meses; aluguel de R$ 1,5 mil subiria cerca de R$ 50

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IGP-M subiu 1,57% em setembro, acumulando alta de 3,34% em 12 meses.
  • Esse índice impacta diretamente os contratos de aluguel, podendo elevar mensalidades em até R$ 50.
  • O IGP-M, que é majoritariamente composto por preços no atacado, ainda está abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA.
  • Inquilinos devem revisar seus contratos para entender os reajustes aplicáveis e o impacto no orçamento mensal.

 

O IGP-M voltou a subir em setembro e pode ter impacto direto no bolso de quem paga aluguel. O índice avançou 1,57% no mês, depois de uma queda de 0,22% em agosto, e acumula alta de 3,34% em 12 meses. Esse período é o que normalmente serve de referência para o reajuste dos contratos. O tema foi explicado pelo comentarista de economia Everton Lopes. 

Na prática, cerca de R$ 50 a mais por mês 

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Para quem tem contrato corrigido pelo IGP-M, o número merece atenção. Everton exemplifica: um aluguel de R$ 1.500, com reajuste integral pelo índice, passaria para cerca de R$ 1.550, ou seja, aproximadamente R$ 50 a mais por mês. 

Reajuste abaixo da inflação oficial 

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O IGP-M acumula uma alta menor que a da inflação oficial. O IPCA, índice usado como referência para a inflação do consumidor, acumulava 4,22% em 12 meses até agosto. Já o IPCA-15, a prévia de setembro, estava em 4,47% no mesmo período. Ou seja, quem tem o IGP-M no contrato está diante de um reajuste abaixo da inflação oficial. 

Por que o índice é diferente 

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Segundo Everton, a diferença se explica pela forma como cada índice é calculado. O IGP-M não olha só para os preços que chegam ao consumidor: 60% do cálculo vêm dos preços ao produtor, 30% dos preços ao consumidor e 10% da construção civil. Em setembro, foi o atacado que mais pesou, com o IPA, índice de preços ao produtor amplo, subindo 2,08%. 

Olhar o contrato 

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O comentarista alerta que o número de 3,34% não significa que todos os aluguéis vão subir exatamente isso. É preciso verificar no contrato qual é o índice previsto e qual é a data do reajuste. Ele lembra ainda que, em mercados como o de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas, o reajuste do contrato e o preço praticado no mercado são coisas diferentes. 

"No fim das contas, para quem paga aluguel, o que importa é transformar o percentual em valor e colocar essa conta no orçamento. Três por cento pode parecer pouco no papel, mas, quando vai para o valor mensal do aluguel, a diferença aparece no bolso", afirmou. 

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