Júri do caso Sarah Domingues é dissolvido após impasse entre defesa e acusação em Porto Alegre
Depois de mais de nove horas de sessão, o primeiro dia do júri dos três homens acusados de envolvimento nas mortes de uma estudante e de um comerciante na região das Ilhas da Capital foi dissolvido.
Rio Grande Record|Do R7
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O julgamento do crime que aconteceu em janeiro de 2024, começou nesta quinta-feira (17), no Foro Central de Porto Alegre, mas foi interrompido após mais de dez horas de sessão. Os advogados de defesa pediram a dissolução do Conselho de Sentença, pedido que foi negado pelo juiz - diante disso, os defensores decidiram abandonar o plenário. O Ministério Público do Rio Grande do Sul criticou a atitude, apontando desrespeito com as famílias envolvidas. Uma nova data para o júri ainda será marcada.
O crime
Três pessoas estão no banco dos réus pelas mortes de Sarah Domingues e Valdir Pereira. A jovem, de 28 anos, entrevistava o comerciante, de 53, para seu trabalho de conclusão do curso de Arquitetura da UFRGS, quando dois homens passaram em uma moto e atiraram 15 vezes contra as vítimas. Segundo a promotora de Justiça, Lúcia Helena Callegari, Sarah buscava entender o impacto das enchentes na vida dos moradores da região das Ilhas, e os criminosos foram até o local para matar Valdir, que seria o alvo do ataque.
A movimentação dos suspeitos foi captada por câmeras de monitoramento. A cerimônia de despedida de Sarah reuniu familiares, amigos e colegas na UFRGS.
O julgamento
A primeira testemunha a depor foi a mãe de Sarah, Maria Marta Domingues, que viajou de Jundiaí, em São Paulo, para acompanhar o julgamento. Ao todo, 14 testemunhas foram elencadas por acusação e defesa. Os réus respondem por homicídio qualificado, crime que, em caso de condenação, pode resultar em pena de 12 a 30 anos de reclusão.
















