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Mais de 24h sem luz, moradores da Zona Sul de Porto Alegre têm sérios prejuízos

Alimentos estragando e medicamentos que precisam de conservação fora da geladeira, estão perdendo a validade ou estragando

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Porto Alegre enfrenta falta de energia há mais de dois dias devido a um severo temporal.
  • Danos na rede elétrica comprometem o fornecimento, afetando a saúde de moradores como a dona Rozene, que depende de insulina.
  • Serviços essenciais, como transporte e saúde, estão interrompidos, com vacinações sendo remanejadas devido à falta de armazenamento adequado.
  • A CEEE Equatorial mobilizou uma força-tarefa para restaurar a energia, mas não há previsão para a normalização dos serviços.

 

Mais de dois dias após o temporal que varreu boa parte do Estado, a falta de energia também causa prejuízos para moradores da zona sul da capital. 

Postes caídos, fiação danificada e moradores sem luz: desde a madrugada de segunda-feira, vários pontos da região permanecem nessa situação. Um morador relata que toda a carne guardada na geladeira apodreceu, enquanto outro conta que equipes da CEEE Equatorial estiveram no local diversas vezes, mas apenas registrando fotos, sem realizar o reparo. 

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Medicamentos podem ficar impróprios 

Moradora do Belém Novo, dona Rozene da Silva acabou de buscar a insulina que precisa para o tratamento do diabetes e tem guardado o medicamento no gelo. Ela conta que não tem como conservá-lo adequadamente dessa forma - o gelo pode até congelar o remédio - e não sabe se ainda será possível usá-lo. O risco é ter que descartá-lo e retornar ao posto de saúde para buscar uma nova dose. 

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Segundo o repórter Jônatha Bittencourt, a CEEE Equatorial informa que mais de 500 equipes trabalham para restabelecer o serviço nas áreas atingidas. No entanto, não há previsão fixa para a normalização, já que o prazo depende da extensão dos danos e da complexidade de cada caso. 

*Ventos de mais de 90km/h* 

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A ventania, durante o temporal do início da semana, na capital, foi de mais de 90 km/h, segundo a Defesa Civil do Estado. Também na zona sul, câmeras de monitoramento registraram o momento em que o vento danificou a cobertura de zinco da quadra da União da Tinga, o que levou à suspensão das atividades na escola de samba. 

No Lami, extremo sul da cidade, a falta de energia afeta a rotina de um posto de saúde. Os atendimentos foram restritos, mas os funcionários seguem recebendo a comunidade. Vacinas que precisavam de armazenamento refrigerado foram remanejadas em tempo, e uma equipe da CEEE Equatorial começou os reparos na rede durante a tarde. 

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