Logo R7.com
RecordPlus
‌

Musicoterapia: Paula, de 23 anos, consegue se comunicar e lidar com epilepsia, usando a música

A música pode ser muito mais do que entretenimento. Em alguns casos, ela também ajuda a criar vínculos e no tratamento de problemas de saúde.

Rio Grande Record|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A musicoterapia tem um papel terapêutico significativo na vida de Paula, jovem com epilepsia.
  • Desde o início da terapia, o número de crises epiléticas de Paula reduziu de 40 para cerca de 10 por semana.
  • A prática é customizada para atender às necessidades individuais e promove comunicação e expressão.
  • A musicoterapia proporciona melhor qualidade de vida e felicidade para Paula e sua família.

 

É o caso de Paula, de 23 anos, que se comunica com poucas palavras, mas encontra na música outras formas de dizer o que sente.

Três anos de musicoterapia

‌

Há cerca de três anos, a musicoterapia faz parte da rotina de Paula. Sua mãe, Fabíola dos Santos Oscar, já percebe diferenças no comportamento da filha e na forma como ela participa das atividades - Paula se comunica pela música, pelo olhar, por movimentos e sons, e a família nota que ela fica feliz durante as sessões, tem canções preferidas e fica mais calma depois delas.

Paula sofre de epilepsia desde bebê. Segundo a família, ela já chegou a ter 40 episódios em um único dia; hoje, são cerca de dez por semana. Nesse contexto, o som se torna uma importante forma de interação.

‌

Como funciona a musicoterapia

Quando uma pessoa tem dificuldade para colocar em palavras o que está sentindo, a música pode abrir outras possibilidades: um som, um movimento, uma voz ou até a escolha de uma canção podem se transformar em parte dessa comunicação. É justamente essa experiência que a musicoterapeuta aproveita durante cada atendimento, segundo Carolina Veloso, diretora-fundadora do Instituto de Criatividade e Desenvolvimento (ICD).

‌

Não se trata de uma aula de música e não existe uma receita única. O profissional observa as necessidades de cada paciente e planeja experiências que favoreçam comunicação, expressão, interação e autonomia - explicação também reforçada pelo musicoterapeuta Christian Engel.

Presença na saúde pública

‌

A musicoterapia pode estar presente em diferentes áreas da saúde e é utilizada também na rede pública. Desde 2017, faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS.

Uma ponte de comunicação

Para Paula, a música é uma forma de se expressar, de participar e de mostrar o que está sentindo. E, para quem acompanha de perto, cada olhar, movimento ou som também é uma forma de conversa - no ritmo dela, a música vai criando pontes, e é assim, entre sons, silêncios e pequenas respostas, que Paula encontra mais um jeito de se fazer entender.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.