Operação Fake Broker prende quatro suspeitos de fraude imobiliária em Novo Hamburgo
Grupo usava imóveis de pessoas falecidas para aplicar golpes que já somam mais de R$ 2 milhões
Rio Grande Record|Do R7
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Quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes imobiliárias foram presos pela Polícia Civil durante a Operação Fake Broker, deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo na sexta-feira (25). De acordo com reportagem da Laura Rolim, o grupo utilizava imóveis que pertenciam a pessoas já falecidas para aplicar golpes em compradores de boa-fé. O prejuízo identificado até o momento supera R$ 2 milhões.
Falso intermediador se dizia próximo da Justiça
O principal articulador do esquema seria um homem de 39 anos e morador de Novo Hamburgo, que se apresentava como intermediador de negócios imobiliários. Em algumas negociações, ele teria afirmado possuir informações privilegiadas, supostamente obtidas de juízes e oficiais de Justiça, para dar aparência de credibilidade às oportunidades oferecidas.
Como as vítimas eram enganadas
Conforme a apuração, as vítimas eram levadas a visitar os imóveis e, acreditando se tratar de negociações regulares, assinavam contratos de promessa de compra e venda. Em alguns casos, chegaram a entregar dinheiro, veículos e outros bens como parte do pagamento.
Grupo tinha divisão de tarefas
A organização criminosa operava de forma estruturada. Alguns integrantes eram responsáveis por localizar e agenciar imóveis pertencentes a pessoas falecidas, enquanto outros cuidavam da limpeza e organização dos locais, trocavam chaves, cadeados e fechaduras, e alteravam contas de energia elétrica para dar aparência de que os imóveis estavam disponíveis para negociação. Também foram encontrados indícios de falsificação de documentos e de uso de pessoas que se passavam pelos verdadeiros proprietários ou vendedores - durante a operação, a polícia apreendeu uma carteira falsificada de oficial de Justiça.
Mesmo terreno vendido duas vezes
Entre os casos está a negociação de um terreno na rua Rincão, em Novo Hamburgo. Segundo informações da investigação, um dos líderes do grupo, acompanhado da esposa, teria firmado dois contratos de promessa de compra e venda referentes ao mesmo imóvel - pertencente a uma pessoa falecida - negociando-o com compradores diferentes. O prejuízo nesses dois negócios é estimado em R$ 420 mil. Em outro caso, uma empresária de Novo Hamburgo teria sofrido prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Veículos usados como pagamento também eram alvo do golpe
Ainda de acordo com a investigação, veículos recebidos como parte das negociações eram posteriormente registrados em nome de terceiros. O grupo pagaria apenas as primeiras parcelas dos financiamentos e depois deixaria de cumprir as obrigações, permanecendo com os veículos e os valores envolvidos.
Os imóveis utilizados no esquema estão localizados em Novo Hamburgo e em outras cidades gaúchas. Segundo a Polícia Civil, continuam as diligências para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão da atuação do grupo, localizar outros possíveis imóveis e veículos usados nas fraudes e identificar eventuais novas vítimas.















