Primavera aumenta crises de rinite alérgica; especialistas orientam como aliviar os sintomas
Pólen, poeira e ácaros podem agravar a alergia; cuidados com a casa e higiene nasal ajudam na prevenção
Rio Grande Record|Do R7
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Com a chegada da primavera, aumentam os cuidados necessários para quem sofre de rinite alérgica. Espirros frequentes, nariz entupido, coriza e irritação nos olhos estão entre os sintomas que podem se intensificar nesta época do ano, especialmente devido à maior presença de pólen no ambiente.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira apresenta rinite. Além do pólen, fatores como poeira, ácaros e mofo podem desencadear crises.
A assessora legislativa Mari Lúcia Larroza convive com a alergia desde a infância. Ela conta que, em algumas situações, as crises são tão intensas que provocam cansaço, tosse e dificuldades respiratórias, podendo também desencadear sintomas de asma.
"A rinite às vezes até me dá um cansaço porque a gente espirra tanto", relata Mari, que também sofre com irritação nos olhos e desconforto nasal.
Diagnóstico e tratamento
O médico otorrinolaringologista, Fábio Selaimen, explica que o diagnóstico da rinite alérgica é principalmente clínico, feito a partir da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente.
Entre as manifestações mais comuns estão obstrução nasal, coriza, crises de espirros e coceira. Segundo o especialista, não é necessário apresentar todos esses sintomas para receber o diagnóstico.
Em determinadas situações, exames complementares, como a videoendoscopia nasal e a tomografia dos seios da face, podem ser solicitados para investigar outras alterações.
O tratamento envolve medidas para reduzir o contato com agentes alérgenos, lavagem nasal com soro fisiológico e, quando indicado, medicamentos de uso nasal.
Por que a primavera agrava as alergias?
Durante a primavera, muitas espécies vegetais entram no período reprodutivo e liberam grãos de pólen no ambiente. Em plantas cuja polinização ocorre pelo vento, essas partículas podem permanecer suspensas no ar e desencadear reações em pessoas sensíveis.
A doutora em Ecologia Jenifer Ramos explica que a dispersão do pólen é um processo natural e essencial para a reprodução de diversas espécies vegetais. Embora possa provocar desconforto em pessoas alérgicas, a polinização desempenha um papel fundamental na manutenção dos ecossistemas.
Dias quentes, secos e com vento também podem favorecer a dispersão dessas partículas, aumentando a exposição de pessoas sensíveis.
Cuidados simples ajudam a prevenir as crises
Para reduzir o contato com agentes que provocam alergias, o otorrinolaringologista recomenda algumas medidas:
• Manter a casa limpa e livre do acúmulo de poeira; • Controlar a umidade e eliminar focos de mofo; • Evitar deixar as janelas abertas em dias de muito vento e alta concentração de pólen; • Trocar de roupa ao chegar em casa para diminuir o contato com partículas trazidas da rua; • Fazer a higiene nasal com soro fisiológico; • Utilizar máscaras em situações específicas de maior exposição a alérgenos, quando necessário.
Mari Lúcia conta que adotou a lavagem nasal diária depois de enfrentar diversas crises de rinite, algumas acompanhadas de irritação intensa nos olhos. Segundo ela, o hábito contribuiu para melhorar significativamente os sintomas e trazer mais qualidade de vida.
A repórter Marceli Dutra alertou que especialistas reforçam sobre a identificação dos fatores desencadeantes e o acompanhamento médico como importantes para definir o tratamento mais adequado a cada paciente.















