Projeto forma 53 mulheres em situação de vulnerabilidade em Porto Alegre
Projeto Mulheres Transformam formou 53 mulheres em Porto Alegre; mais de 500 já passaram pela iniciativa
Rio Grande Record|Do R7
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Cinquenta e três mulheres em situação de vulnerabilidade se formaram, na sexta-feira (25), no projeto Mulheres Transformam, que oferece capacitação profissional e apoio para que elas possam mudar a própria realidade. A terceira turma participou, durante toda a semana, da etapa presencial no Pão dos Pobres, em Porto Alegre.
Novos caminhos
Na Lomba do Pinheiro, as irmãs Francielly e Daiane Lopes administram juntas cada detalhe de um salão de beleza. Neste ano, elas estiveram entre as alunas que buscaram, no projeto, uma oportunidade de aprender e construir novos caminhos.
Autoconhecimento, direitos e proteção
Nos cinco dias de curso, as participantes tiveram atividades de autoconhecimento, organização da rotina, definição de metas e tomada de decisões. Também receberam orientações sobre direitos e sobre como buscar proteção em situações de violência. Em três anos, mais de 500 mulheres em situação de vulnerabilidade social já passaram pelo projeto, iniciativa do Instituto Vakinha.
O curso conta com o Senac, que trabalha autoconhecimento, gestão do tempo, organização de metas e tomada de decisão, com foco em tornar as participantes protagonistas de suas trajetórias e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres. No tema dos direitos e da proteção contra a violência, a parceria é com o Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Ministério Público do RS (MPRS).
Condições e apoio para participar
Para que a capacitação aconteça, também é preciso criar condições para que as mulheres possam estar no curso. Durante os cinco dias, as participantes contam com auxílio para transporte, alimentação e recreação infantil para os filhos. O espaço de recreação foi fundamental para que Jéssica Machado, mãe de um menino autista, pudesse participar das aulas.
A vice-presidente do Instituto Vakinha, Renata Fehlauer, explica que a experiência mostrou a necessidade desse apoio. "Por mais que queiram se capacitar, algumas mulheres simplesmente não têm com quem deixar os filhos ou não conseguem pagar o transporte. Por isso, damos apoio", afirma.
Mentoria e autonomia
Depois do curso presencial, o projeto oferece 90 dias de mentoria. Nesse período, cada participante desenvolve um programa de autonomia, com possibilidade de receber capital semente como apoio financeiro para colocar a ideia em prática. A terceira turma teve início em 21 de setembro.
Recomeço
Os resultados já aparecem entre as alunas da primeira turma. As irmãs Francyelli e Mônica, que fizeram a capacitação, hoje comandam um salão de beleza no bairro Restinga e usam o que aprenderam para gerir o negócio. São mulheres que chegam com histórias diferentes, mas com um objetivo em comum: encontrar ferramentas para ter mais autonomia e enxergar novas possibilidades para o futuro.















