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Setembro Verde: RS já realizou mais de 1.600 transplantes, em 2026, e reforça importância da doação de órgãos

Setembro é o mês de conscientização sobre a doação de órgãos, o chamado Setembro Verde. A campanha reforça a importância de conversar com a família e deixar claro o desejo de ser doador.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Setembro Verde é uma campanha nacional que promove a doação de órgãos, com destaque para a conscientização e comunicação do desejo em vida.
  • Mais de 1.600 transplantes foram realizados no Rio Grande do Sul entre janeiro e setembro, mas 1.500 pessoas ainda aguardam na fila.
  • Casos de sucesso, como os de Roberto Mendes e Karina Capuano, mostram a importância da doação para a recuperação e qualidade de vida dos transplantados.
  • O Dia Nacional de Doação de Órgãos, em 27 de setembro, reforça a necessidade de discussões familiares sobre o tema e a compreensão da morte encefálica.

 

No Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização dos familiares após a morte do paciente. Neste ano, o Rio Grande do Sul lançou a campanha estadual "O Amor Vive", com apoio do governo do Estado e de outras instituições públicas.

No Rio Grande do Sul, mais de 1.600 transplantes já foram realizados desde janeiro. E, para quem espera por um órgão, a autorização da família pode representar uma nova chance de vida.

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"Foi um baque", diz aposentado que recebeu coração há 10 meses

Há mais de dez anos, Roberto da Silva Mendes descobriu que o cansaço que sentia era sintoma de um grave problema cardíaco: o coração funcionava com apenas 17% da capacidade. Roberto foi aposentado por invalidez e viu a vida virar do avesso. "Foi um baque", resume.

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Em 2023, ele entrou na fila por um transplante. Em dezembro do ano passado, surgiu um coração compatível - e a cirurgia representou a chance de recomeçar uma vida que parecia ter parado. Hoje, Roberto conta que um dos maiores presentes é poder acompanhar o crescimento do filho.

Autorização da família ainda é o maior obstáculo

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No Brasil, a família precisa autorizar a doação de órgãos após a morte, o que faz da conversa em vida um passo importante para facilitar essa decisão. Atualmente, o índice de recusa familiar chega a 45%, segundo Marcelo Hartmann, médico e superintendente geral da Unimed Porto Alegre - patamar semelhante à média nacional, que também gira em torno de 45%, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes.

Uma das principais dúvidas das famílias, na hora de autorizar a doação, envolve a morte encefálica, condição irreversível que representa a parada das funções do cérebro. Quando a doação é autorizada, a Central de Transplantes busca pacientes que atendam aos critérios técnicos para receber o órgão, e um único doador pode beneficiar mais de uma pessoa - segundo especialistas, uma única doação pode salvar até oito vidas, entre coração, fígado, rins, pâncreas e pulmões.

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Segundo transplante para jovem com doença renal

Karina Capuano, advogada, também conhece a espera por uma nova chance. Aos 21 anos, uma crise de pressão alta acendeu o alerta para uma doença renal. Desde então, ela já passou por dois transplantes de rim. Entre um e outro, nova espera na fila e sessões de hemodiálise. Hoje, com 37 anos, casada e uma filha, ela - portadora de uma doença autoimune – conhece a importância de as pessoas conversarem com suas famílias sobre o desejo de doar órgãos.

Fila ainda é longa no Rio Grande do Sul

No Estado, de janeiro até o começo de setembro, foram mais de 1.600 transplantes de órgãos e tecidos, sendo 381 só de rim. Mas para muitos a fila ainda é longa: cerca de 1.500 pessoas aguardam por um rim no Rio Grande do Sul. Em 2025, o Estado havia fechado o ano com 2.446 transplantes realizados, um aumento de 8% em relação a 2024.

O Dia Nacional de Doação de Órgãos é celebrado em 27 de setembro - data para lembrar que, por trás de cada transplante, existe uma família que, mesmo diante da dor da despedida, escolheu dizer sim.

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