Tragédia em Porto Alegre: jovem morta por ex-namorado
Adriele Amaral é vítima de feminicídio em meio a crescente violência no RS
Rio Grande Record|Do R7
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Adriele Amaral da Rosa, de 30 anos, morreu depois de ser esfaqueada, possivelmente pelo ex-namorado, na Zona Norte de Porto Alegre. O crime aconteceu no fim de semana e é investigado como feminicídio. O suspeito, de 25 anos, está foragido. A morte da jovem ocorre em meio a um cenário preocupante: o Rio Grande do Sul já registra 64 feminicídios neste ano.
Adriele trabalhava em uma cozinha comunitária, ajudando a preparar e distribuir refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade. Conhecida pela dedicação ao trabalho e pela solidariedade, deixou um filho de apenas três anos. "Era uma menina fora de série, trabalhadora, prestativa. A nossa cozinha é uma família, então é alguém da família que se foi", lamentou Eurides Terezinha da Costa, líder comunitária.
Segundo familiares, o ex-companheiro teria marcado um encontro com Adriele antes do ataque. A família suspeita que o crime tenha sido premeditado. A Polícia Civil trabalha para localizar o homem e esclarecer as circunstâncias do assassinato.
Mais de 58 mil medidas protetivas foram expedidas no RS
De acordo com a reportagem de Jairo Bastos, somente neste ano foram expedidas 58.732 medidas protetivas no Rio Grande do Sul. O mecanismo judicial busca impedir que agressores se aproximem das vítimas ou mantenham contato com elas, entre outras restrições determinadas pela Justiça.
Apesar de ter vivido um relacionamento conturbado, Adriele não havia registrado denúncias contra o ex-companheiro nem solicitado medida protetiva, conforme as informações apresentadas na reportagem.
As autoridades reforçam que a violência doméstica pode começar com ameaças, humilhações e agressões psicológicas, antes de evoluir para episódios de violência física.
A diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, delegada Waleska Alvarenga, alerta que muitas mulheres deixam de denunciar por medo, o que torna ainda mais importante a atuação de familiares, amigos e pessoas próximas na identificação de situações de risco. As medidas protetivas também podem ser solicitadas por meios digitais, facilitando o acesso à proteção judicial.
Comunidade lamenta morte de Adriele
A morte da jovem provocou comoção entre familiares, amigos e moradores da comunidade onde ela trabalhava. Para os colegas da cozinha comunitária, Adriele era mais do que uma integrante da equipe. Era considerada parte de uma família que se dedicava diariamente a ajudar quem mais precisava.
A despedida é marcada pela indignação diante de mais uma vida interrompida pela violência contra a mulher e pela preocupação com o filho pequeno que Adriele deixou.
Saiba onde buscar ajuda e denunciar a violência contra a mulher
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento e orientação, mesmo que ainda não tenham registrado ocorrência policial. Familiares, amigos e testemunhas também podem comunicar situações de risco.
A denúncia pode ajudar a interromper situações de violência, mas a responsabilidade pelos crimes é sempre de quem os pratica.















