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Vice-presidente do TST critica avanço da pejotização durante evento em Porto Alegre

Ministro alerta para conflitos trabalhistas e destaca que 40% dos processos no RS terminam em acordo no 1º grau

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Guilherme Caputo Bastos, vice-presidente do TST, criticou o avanço da pejotização nas relações de trabalho.
  • A prática é utilizada por empresas para redução de impostos, mas gera conflitos e aumenta disputas judiciais.
  • Bastos destacou a importância do diálogo e da conciliação, pois 40% dos processos trabalhistas terminam em acordo no RS.
  • O tema da pejotização deve ser avaliado pelo STF em breve, considerando suas implicações para o mercado de trabalho.

 

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Guilherme Caputo Bastos, criticou o avanço da chamada pejotização nas relações de trabalho durante um evento realizado na sexta-feira (9), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Porto Alegre. Segundo o ministro, a prática é utilizada por empresas para reduzir impostos, mas também provoca conflitos com trabalhadores e aumenta as disputas judiciais.

A pejotização consiste na contratação de profissionais como pessoas jurídicas (PJ), em vez de empregados com carteira assinada. O modelo é alvo de discussões na Justiça, especialmente quando há suspeita de que a contratação seja utilizada para descaracterizar uma relação de emprego.

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Durante o encontro, que reuniu integrantes do meio jurídico, Caputo Bastos manifestou preocupação com a ampliação dessa modalidade de contratação.

"Nós não podemos e não devemos admitir que todos os trabalhadores possam ser contratados através dessa contratação de empresas para serviços", afirmou.

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O ministro também mencionou as discussões sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse acreditar que a questão será levada a julgamento em breve.

O ministro também mencionou as discussões sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse acreditar que a questão será levada a julgamento em breve.

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Justiça do Trabalho gaúcha registra 40% de acordos no primeiro grau

Além de abordar a pejotização, o vice-presidente do TST destacou os resultados da conciliação na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul. Segundo ele, 40% dos processos são encerrados por meio de acordos ainda no primeiro grau.

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Caputo Bastos elogiou o índice e defendeu a construção de uma cultura de paz nas relações profissionais.

"Isso é ótimo e retrata exatamente o contexto, uma cultura da paz que venho tentando passar para a sociedade em todo o país", declarou.

O ministro também ressaltou a necessidade de evitar que a polarização política e outras divergências sejam transferidas para o ambiente de trabalho, defendendo o diálogo como caminho para a solução dos conflitos.

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