Ação com falsa bomba no Rodoanel intriga comandante Diógenes Lucca: ‘Causa estranheza’
Especialista em segurança pública diz que caso foge do padrão do roubo de cargas
São Paulo|Do R7
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Motoristas que circulavam pelo Rodoanel Mário Covas, na manhã desta quarta-feira (12), passaram por momentos de tensão após um caminhão com uma suposta bomba travar as três faixas da via. Após horas de apuração e ação do esquadrão anti-bombas do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), descobriram que a suposta bomba era falsa e as pistas foram liberadas. O motorista da carreta, que estava preso ao dispositivo, foi resgatado em estado de choque e encaminhado a um hospital.
Após a operação de resgate, investigadores das Polícias Civil e Judiciária devem analisar as circunstâncias, inclusive escutando a versão do motorista do veículo, como explica o Comandante Diógenes Lucca, comentarista de segurança. Segundo ele, a ação com ameaça de bomba diverge de práticas comuns em casos de assaltos, o que pode caracterizar uma técnica de distração por parte dos criminosos envolvidos.

“A primeira coisa que nós constatamos, como uma hipótese, era de um elemento de distração. Até porque, quando envolve a suspeita de um artefato explosivo, tem uma série de cautelas que tem que ser adotadas e o Gate é chamado. E obviamente por estar com uma carga dentro de um caminhão, o isolamento da área é determinante e esse recurso policial todo envolvido nessa história poderia gerar uma concentração de atenção na rodovia para alguma outra ação”, destaca o comentarista em entrevista ao Conexão Record News desta terça.
Porém, conforme informações do porta-voz da Polícia Militar, Leonardo Simões, o veículo sequestrado não tinha carga, mas também não houve o registro de outras ocorrências na região, o que pode afastar a hipótese de ‘elemento de distração’.
O comandante Lucca ainda pontua que o crime ocorrido nesta quarta traz à tona a discussão sobre a segurança nas rodovias e a necessidade de maior controle. Ele destaca uma atenção maior às vias do eixo Rio-São Paulo, como as rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castello Branco e o próprio Rodoanel, que acumulam grande parte das ocorrências do tipo e causam prejuízos na casa de R$ 1,2 bilhão todos os anos.
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