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Acusação quer que Elize seja interrogada após conclusão do laudo de exumação do corpo de Matsunaga

Empresário foi morto e esquartejado pela mulher em maio de 2012

São Paulo|Do R7

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Nathalia Lima, suposta amante do empresário Marcos Matsunaga, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, nesta quarta-feira (30) para os depoimentos do Caso Yoki
Nathalia Lima, suposta amante do empresário Marcos Matsunaga, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, nesta quarta-feira (30) para os depoimentos do Caso Yoki

O advogado Luiz Flávio D'Urso, contratado pela família do empresário Marcos Matsunaga, quer que o interrogatório de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o executivo Yoki, aconteça apenas após a conclusão do laudo de exumação do corpo da vítima.

Na avaliação do assistente de acusação, a própria defesa de Elize deverá fazer essa solicitação.


— Nossa intenção é essa, que ela não seja interrogada hoje para que a própria defesa, no futuro, não venha arguir uma nulidade, porque essa inversão da prova, amanhã, a defesa vai dizer que houve um prejuízo, que houve um fato novo.

A quarta audiência de instrução do caso Yoki, em que está previsto o depoimento da modelo Nathalia Vila Real Lima, de 24 anos, apontada como pivô da briga entre o casal Matsunaga, começou por volta das 10h40 desta quarta-feira (30).


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O caso


O empresário, herdeiro da Yoki Alimentos, foi encontrado morto e esquartejado na Estrada dos Pires, numa região rural, em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio. O corpo foi localizado, cerca de uma semana após o desaparecimento, cortado em pedaços e colocado em sacolas plásticas.

Elize Matsunaga, mulher do empresário, confessou o crime e o esquartejamento no dia 6 de junho. De acordo com as investigações, Elize suspeitava que o marido estivesse tendo um caso e contratou um detetive particular para segui-lo. O profissional confirmou a traição.

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De acordo com a versão da mulher, o marido foi morto com um tiro após uma discussão entre o casal, onde ela teria sido agredida. Para a MP, a motivação do crime não foi passional. Na avaliação do promotor José Carlos Cosenzo, Elize teria matado por dinheiro.

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