Acusada diz que Ubiratan pediu que ela ficasse no apartamento na noite do crime
Segundo Carla Cepollina, coronel havia bebido muito na noite antes de ser morto
São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7
Já dura mais de duas horas o interrogatório de Carla Cepollina no plenário do Fórum Criminal, na Barra Funda, zona oeste, nesta terça-feira (6). Ela chegou a afirmar que o coronel Ubiratan Guimarães pediu para que ela ficasse no apartamento e vigiasse o seu sono no dia do crime, já que a vítima sofria de apneia.
Mas mesmo com o pedido, a acusada disse que preferiu deixar o apartamento por volta das 20h30 porque precisava ir para casa. Segundo ela, o coronel tinha bebido muito e adormecido.
Durante o tempo em que ficou na residência de Ubiratan, Carla informou que atendeu duas vezes a ligação da delegada federal, Renata Azevedo dos Santos, no celular pessoal do coronel. “Abri o visor e apareceu Renatinha”, descreveu ela.
A advogada relatou que o Ubiratan chegou a atender ao primeiro chamado e disse “vou ver”. Antes de sair, Cepollina relatou que ainda recebeu uma outra ligação da Renata no telefone fixo do apartamento, mas que o Ubiratan estava dormindo e não atendeu ao segundo chamado da suposta amante.
— A moça ligou num tom inadequado, mas era problema dele com ela.
Carla também disse que não tinha problemas com Renata e que só tinha visto a delegada federal apenas uma vez.
A acusada alegou que saiu do apartamento da vítima com uma sacola, um livro e um massageador. No caminho até a sua casa, contou que deixou uma mensagem na caixa postal do coronel afirmando que tinha ido embora sem deixar um aviso escrito. Segundo Cepollina, Ubiratan não gostava quando ela saia sem deixar bilhete. No trajeto, passou na locadora e alugou dois filmes.
Casa
Após narrar a sua saída da casa do coronel, ela falou sobre os aspectos do cotidiano da relação. Afirmou que administrava a casa e comprava os remédios do coronel.
— (Ele) Comia salsicha e bebia pinga. No final, a casa dele que era uma coisa inóspita, virou um lar.
A acusada ainda comentou que durante o relacionamento dos dois, Ubiratan estava se transformando. Cepollina também contou que a própria empregada da residência do coronel foi contratada por ela.
— Passava uma lista com as tarefas e ela fazia.
Ainda em seu interrogatório, Cepollina falou que na semana do crime só não esteve com o coronel no dia 7 de setembro de 2006, dois dias antes do assassinato. E traçou um rápido perfil do comportamento do coronel.
— Tinha um gênio super forte e era extremamente pirracento.













