Adolescente sai de casa para ir à escola e desaparece em São Paulo
Estudante Vitória dos Santos, 14 anos, está desaparecida desde a manhã terça-feira (24), quando ia para o colégio em Itaim Paulista (zona leste)
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

A estudante Vitória Caroline Oliveira dos Santos, 14 anos, acordou na manhã de terça-feira (24) e saiu de casa por volta das 6h30, como fazia diariamente, para ir à escola, na região de Itaim Paulista (zona leste de São Paulo). Essa foi a última vez que a família a viu.
Alunos da escola estadual Neydy de Campos Melges, onde a garota estuda, disseram que Vitória não foi para aula no dia do desaparecimento. A menina levava cerca de 20 minutos no trajeto a pé de casa para a escola.
Diferentemente da rotina, na teça-feira a garota não colocou o tênis que costumava usar para ir à escola e também não foi com a blusa do uniforme escolar. "Ela não gostava de sair de chinelo, mas na terça foi", conta Sheila Elisangela Oliveira dos Santos, 37 anos, mãe da adolescente.
De acordo com a família, nos últimos seis meses a adolescente se relacionou com dois meninos. Com o primeiro, de 20 anos, ela teria terminado em dezembro o namoro que durou cerca de dois meses. Depois disso, começou a se aproximar de um adolescente da escola onde estuda.
Ela teria falado para a mãe que estava com medo de namorar com esse menino da escola porque, como havia terminado o relacionamento em dezembro, estava preocupada de não dar certo de novo.
Amigas de Vitoria teriam contado à família da menina que o ex-namorado dela estava insistindo para os dois reatarem o relacionamento, no entanto a garota não queria.
Depois do desaparecimento, o pai de Vitória chegou a ir na casa do ex-namorado da jovem, para saber se o rapaz tinha notícias da filha. No entanto, o rapaz disse não saber do paradeiro dela.
Na tarde desta sexta-feira (27), o ele teria ido à casa da família da menina saber se tinham alguma notícia da ex-namorada.
Choro na escola
Um dia antes do desaparecimento, os pais de Vitória foram buscá-la na escola porque, segundo a direção, ela estaria com conjuntivite , mas, de acordo a mãe, a menina estava com os olhos inchados de tanto chorar. "Pouco depois de ter pego ela na escola, ainda no caminho para casa, os olhos dela voltaram ao normal. Conjuntivite não sara assim", afirma.
Para Sheila, a filha estava se comportando de forma diferente na última semana. "Ela costuma conversar bastante e ficar no celular. Nos últimos 10 dias, ela não estava falando muito, deixava o celular meio de canto, mas não me falava o que estava acontecendo", conta.
Depoimento à polícia
Na manhã de quarta-feira (25), a família registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento no 50º DP (Itaim Paulista).
No registro, assinado pelo delegado Humberto Pinheiro Júnior, consta que a mãe disse que "sua filha jamais passou um dia fora de casa sem avisar a família, que não é usuária de drogas, não tem problemas mentais, não tem problemas com a Justiça, não tem nenhum relacionamento amoroso de conhecimento da família e por isso não compreende o motivo do desaparecimento".
Procurada pela reportagem, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) disse que caso está sendo investigado pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa). A pasta ainda informou que foi instaurado um PID (Procedimento de Investigação de Desaparecido) e houve a realização de buscas nos bancos de dados da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal de desaparecidos e em hospitais.
"Uma equipe do 50º DP entrou em contato com a mãe da desaparecida e a mesma foi orientada a comparecer ao DHPP para fornecer uma fotografia da adolescente e prestar maiores informações que possam auxiliar no encontro da vítima", completou a pasta.















