Agentes funerários cobram propina de R$ 3.000 para realização de enterros
Enterrar via serviço público custa R$ 2.500, mas pode demorar até dois dias
São Paulo|Do R7, com Jornal da Record

Quem não paga por propina e aguarda o serviço público de São Paulo pode levar até dois dias para conseguir enterrar um parente. O serviço é demorado, mas agentes funerários particulares agilizam o processo para quem compra facilidades a preços acima dos tabelados pela prefeitura. Um dos funcionários explica o esquema.
— Você vai gastar uns R$ 3.100 tudo. Pela prefeitura, o mesmo pacote que a gente está fazendo, você vai gastar aí uns R$ 2.400, R$ 2.500, só que eles não "agiliza" nada. Depois que você compra o caixão ali, eles falam: "você volta no IML e fica aguardando umas 5 horas vir o carro ali".
Em um dos casos, uma mulher aguardava a liberação do corpo da mãe, que tinha morrido mais de 24 horas antes, enquanto os parentes aguardavam no cemitério. No total, a família demorou 36 horas para enterrar a aposentada. Em outra situação, a espera passou de 12 horas.
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Na cidade de São Paulo, quando alguém morre de causas naturais, o corpo tem de passar pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) para receber o atestado de óbito e ser liberado para enterro ou cremação.
Levar os corpos até o SVO é monopólio da Prefeitura de São Paulo. Liberar o corpo para o enterro é atribuição do Serviço de Verificação de Óbitos, ligado ao Governo do Estado. O transporte do corpo, depois de liberado, pode ser feito por funerárias particulares ou pela prefeitura. No entanto, para o corpo não passar pelo SVO, o agenciador também oferece atestados de óbitos.
O Serviço Funerário informou que está negociando com o governo do Estado para tornar mais ágil o recolhimento dos corpos. O SVO não se manifestou sobre as denúncias.
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