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Alckmin diz que uso de água do Paraíba do Sul não trará problemas

Medida foi colocada como proposta por conta do baixo nível no sistema Cantareira 

São Paulo|Do R7

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Durante a visita a sua cidade natal para entrega e anúncio de obras viárias, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a afirmar, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), que a retirada do excesso de águas do Rio Paraíba do Sul não trará dificuldades aos mais de dois milhões de usuários na região paulista e 11 milhões de cariocas que dependem do rio para sobreviver.

1 Não tem nenhum problema para o Rio de Janeiro porque a vazão mínima é garantida, isso tudo é regulado pela ANA (Agência Nacional de Águas).

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O projeto apresentado pelo governo de São Paulo esta semana pretende levar a água excedente da Bacia do Rio Paraíba do Sul para ajudar no abastecimento do Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, por meio da Represa Jaguari.

Maior crise hídrica de São Paulo expõe lentidão do governo e sistema frágil

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Neste sábado (22), Alckmin esteve em Campos do Jordão com prefeitos da região para explicar o projeto. Na manhã deste domingo (23), ele retomou o assunto com o prefeito de Pindamonhangaba e presidente do Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale Do Paraíba), Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, Vito Ardito Lerário (PSDB), que afirmou que o estudo de viabilidade técnica será divulgado por Alckmin na próxima semana.

— Está tudo na mão dele em estudo, na semana que vem ele terá todos os mapas prontos para mostrar que não vai mexer na água do Paraíba.

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De acordo com o governo do Estado, a Represa Jaguari, em Igaratá (SP), tem capacidade para 1,2 bilhão de metros cúbicos de água, e sozinha armazena 20% mais que os quatro reservatórios do Sistema Cantareira. Ela é um dos braços do Rio Paraíba do Sul, que abastece cidades dos de São Paulo, Minas Gerais e Rio.

O estudo seria apresentado em 2020, mas o baixo nível dos reservatórios que atendem a capital paulista apressou a viabilidade. "É a chamada segurança hídrica", resumiu Alckmin.

Uma nova reunião está agendada para esta segunda-feira (24), no Palácio dos Bandeirantes com o grupo do Codivap para os estudos de viabilidade do projeto.

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