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Alckmin e Doria trocam elogios e prometem parcerias

Governador e novo prefeito de São Paulo falaram em gestão conjunta e "histórica"

São Paulo|com Agência Brasil

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Durante a transmissão do cargo de prefeito de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o novo titular João Doria (PSDB) trocaram elogios e destacaram as parcerias entre a Prefeitura e o governo do Estado prometendo uma gestão "histórica" na capital paulista. A cerimônia foi realizada no Theatro Municipal. Ovacionado por alguns membros da plateia aos gritos de "presidente", Alckmin citou que Doria e ele são santistas e que agora vão fazer uma "goleada" em prol da população.

"Agora quem dá bola é o João Doria", disse o governador, em referência ao hino do Santos Futebol Clube. Alckmin também afirmou que João Doria não nega a política, como alguns afirmam. "Estou certo de que ele se identifica com a política que Mario Covas (ex-prefeito e ex-governador) representa, respeitando a diferença da coisa pública", disse o governador.


Retribuindo os elogios, João Doria classificou Alckmin como um "grande brasileiro", que faz "tudo com eficiência, decência, transparência, grandeza e humildade". Doria também elogiou o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), dizendo que fizeram a gestão mais democrática dos últimos 30 anos.

Doria falou que vai se inspirar em Alckmin para recuar em eventuais erros na condução da administração, classificando a atitude como "de grandeza". "Estaremos administrando a todos os brasileiros e não brasileiros que aqui vivem", disse Doria.


O prefeito exaltou a figura de Alckmin, seu padrinho político, dizendo que o País vai ser colocado nos trilhos com Alckmin. "Vamos sim", disse Doria, ao responder a um integrante da plateia que disse que o prefeito vai colocar São Paulo nos trilhos. "E com Geraldo Alckmin vamos colocar o Brasil nos trilhos", citou. Doria disse que tem uma missão maior do que o próprio ato de administrar a cidade — a de mostrar que é possível governar a capital paulista como o governador Geraldo Alckmin faz no Palácio dos Bandeirantes. "Temos uma missão que é maior do que administrar a nossa cidade, é contribuir para mostrar que é possível fazer tanto quanto se faz no governo do Estado aqui no governo da cidade de São Paulo", afirmou, citando como um dos pontos a clareza de prioridades.

Doria agradeceu ainda ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por ter recebido dele uma mensagem parabenizando-o pela posse via aplicativo WhatsApp. Ao final do discurso, uma orquestra regida pelo maestro João Carlos Martins executou o "Tema da Vitória", inspirado no piloto Ayrton Senna.


"Prioridade serão os pobres"

O novo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), empossado neste domingo (1), disse que a prioridade de seu governo serão os pobres. “A prioridade serão os mais humildes e mais pobres dessa cidade. Não se esqueçam. A partir de hoje, essa é a nossa prioridade”, disse. Ele afirmou ainda que não irá se candidatar à reeleição. “Não sou favorável. Não disputarei”, falou.


Após tomar posse na Câmara, Dória participou de uma cerimônia de transmissão de cargo no Theatro Municipal, junto com o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Ao chegar ao local, o novo prefeito foi bastante aplaudido pelo público presente.

Segundo Dória, sua gestão será humilde, corajosa e austera e o seu governo será aberto, conciliador e transparente. ““Será um governo capaz de ouvir a opinião de todas as pessoas. Governaremos para todos, os que nos elegeram e os que não nos elegeram. Será uma gestão conciliadora”, disse.

Em seu primeiro discurso, Doria elogiou Haddad, dizendo ter orgulho “de termos feito aqui a mais solidária, transparente e mais democrática transição dessa cidade das últimas três décadas. Como governantes, vamos governar para a cidade de São Paulo, não para um partido ou ideologia”, ressaltou, lembrando que criou um conselho para reunir os ex-prefeitos da cidade, como Haddad, Gilberto Kassab, Marta Suplicy e Luiza Erundina, que se reunirá no mínimo três vezes por ano.

O ex-prefeito Fernando Haddad desejou a Dória um grande mandato e disse que ele vai governar a “cidade mais eletrizante” do país, de “grande magnitude”, que recebe constantemente “novas ondas migratórias, como do Haiti, Bolívia e Síria” e que é “um desafio enorme”.

“Fizemos uma gestão proba e honrada. Se for continuada, vai gerar efeitos positivos para a cidade. Saneamos as finanças de São Paulo. Você [Doria] recebe a cidade em ordem. Você senta na cadeira amanhã, tranquilo. A dívida [da cidade] é um terço da que herdei. São Paulo já é muito linda e ela pode se tornar mais linda cultivando a diversidade e a tolerância. Que você faça um grande governo. Fiz a transição como se tivesse feito com um irmão, em respeito não só à democracia, mas em respeito ao povo trabalhador dessa cidade”, enfatizou Haddad.

Haddad

O agora ex-prefeito Haddad pediu que o novo prefeito faça uma administração com diversidade e tolerância. Ele disse que a transição ocorreu como se a tivesse feito "com um irmão", pelo bem da democracia e da população. O petista afirmou que sua administração soube sanear as finanças da cidade e que terminou o mandato com um terço da dívida herdada há quatro anos.

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